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Brasileira morre afogada em rio dos EUA ao tentar salvar criança

Corpo foi encontrado no dia do aniversário da vítima. Amigos da família abriram uma vaquinha para custear as despesas de traslado.

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Brasileira morre afogada em rio dos EUA ao tentar salvar criança

A mineira Priscila Álvares Pereira dos Santos, de 33 anos, morreu afogada ao tentar salvar uma criança de 9 anos em um rio nos Estados Unidos.

Natural de Betim, cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte, Priscila se mudou para o exterior há cerca de quatro anos com o marido, Alex Candido do Nascimento, e os filhos, atualmente com 9 e 3 anos de idade.

Priscila fazia faxinas nos Estados Unidos. O marido dela, atualmente, faz entregas postais.

Segundo o irmão da vítima, Guilherme Henrique da Rocha Álvares, que mora em Betim, a família e a comunidade de brasileiros de Nova Jersey costumam frequentar o rio para momentos de lazer.

A minha irmã, no dia 24, ela trabalhou pela manhã e, na parte da tarde, chegou em casa e decidiu sair com os filhos para esse local. Era um local que eles sempre tinham costume de ir", contou.

Segundo Guilherme, meses atrás Priscila foi batizada pela igreja que frequentava no mesmo local.

Esse rio era utilizado também por toda a comunidade. Inclusive, a minha irmã acabou se tornando uma pessoa frequente numa igreja e há 2 meses ela tinha sido batizada justamente nesse mesmo local.

No dia do acidente, Priscila presenciou a filha de um casal de amigos se afogando. Ela entrou na água e empurrou a criança para perto da margem do rio, mas não conseguiu sair.

As pessoas que estavam na margem terminaram de fazer o resgate da garotinha, mas infelizmente a minha irmã não conseguiu sair do rio. Ela submergiu novamente e já não foi mais localizada" relata Guilherme.

Família pede ajuda para custear traslado do corpo.

Segundo a imprensa local, que cobriu o desaparecimento, o ponto do afogamento é conhecido por fortes correntezas.

A família de Priscila entrou em contato com o consulado brasileiro em Nova York, que informou poder ajudar com a emissão da certidão de óbito e repatriação, mas não com o traslado do corpo.

O g1 entrou em contato com o Itamaraty, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

A comunidade brasileira em Delaware abriu uma vaquinha para custear as despesas de traslado do corpo, funeral, viagem de familiares e apoio para o filho mais novo de Priscila, que é autista não verbal.

Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas.

Fontes consultadas

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