Uma apoiadora do PSOL denunciou uma abordagem violenta da Polícia Militar durante uma panfletagem na saída da estação Vila Sônia, na Zona Sul de São Paulo, na tarde de terça-feira (8).
Segundo a denúncia, a mulher estava em uma bancada com materiais de campanha da Bancada Feminista e do candidato Guilherme Cortez quando policiais se aproximaram.
Ela afirma que foi cercada por agentes, imobilizada no chão e algemada.
Um vídeo gravado por uma testemunha mostra a mulher imobilizada com o rosto no chão. Ao menos três policiais a seguram, enquanto outros quatro agentes a cercam (veja acima).
Os materiais de campanha dos candidatos também foram apreendidos.
No boletim de ocorrência, a mulher afirma que desconhece o motivo da abordagem e diz acreditar ter sido vítima de transfobia.
Em depoimento, duas policiais que participaram da ocorrência disseram que estavam em patrulhamento pela Operação Delegada, cuja função inclui a fiscalização de ambulantes e do comércio ilegal.
Segundo as policiais, elas pediram “educadamente” que a mulher movesse a bancada para um canto, para não obstruir a passagem e o fluxo de pedestres na estação.
Ainda de acordo com o relato das agentes, a mulher se recusou a atender ao pedido e a informar sua identidade. As policiais afirmaram ainda que a mulher resistiu à abordagem e que, por isso, foi necessário “o uso moderado de força e de algemas”.
A mulher foi então conduzida ao 89º Distrito Policial, onde o caso foi registrado como desobediência. Na sequência, ela foi liberada.
Procurada, a Secretaria da Segurança Pública não se manifestou até a última atualização da reportagem.
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