Ir para o conteúdo
Política Revisado por ULTRA AI

Trump ordenou retomada das negociações com Brasil, diz governo Lula

3 min de leitura
Política — imagem padrão

O ministro Márcio Elias Rosa, do MDIC (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), afirmou nesta 2ª feira (31.ago. 2026) que a retomada formal das negociações comerciais entre Brasil e EUA veio depois de uma ordem do presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano).

Segundo o ministro Elias Rosa, o presidente dos EUA determinou a busca por uma solução consensual; governo brasileiro rejeita negociar o Pix e fala em nova rodada de conversas em setembro.

Segundo Elias Rosa, os norte-americanos buscam “chegar a um consenso ou um acordo”. Trata-se de uma discussão sobre as tarifas impostas por Washington a produtos brasileiros, as quais são classificadas pelo governo brasileiro como “indevidas, injustas e descabidas” e consideradas “incompatíveis” com as regras do comércio multilateral.

Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD. Inscreva-se Inscreva-se.

Foi o 1º contato direto entre as equipes desde a entrada em vigor das novas tarifas sobre produtos brasileiros, em julho de 2026. A reunião foi realizada por videoconferência e reuniu, além de Elias Rosa, o chanceler Mauro Vieira e o USTR (representante comercial dos EUA), Jamieson Greer.

A reaproximação se deu depois de um telefonema entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump (Partido Republicano) na última 5ª feira (27.ago).

Segundo Elias Rosa, Trump determinou a Greer que sentasse à mesa com o governo brasileiro para buscar uma solução consensual.

As conversas passam a se dar sob o que o governo brasileiro classifica como “novas bases” comerciais e diplomáticas. Segundo Elias Rosa, os EUA historicamente questionavam as tarifas brasileiras, enquanto mantinham taxas menores sobre produtos do Brasil.

O ministro disse que o Brasil continua interessado em ampliar as relações comerciais com os EUA, mas afirmou que qualquer eventual acordo terá de preservar os interesses econômicos brasileiros.

O funcionamento do Pix foi apresentado pelo governo brasileiro como um dos pontos que não serão negociados. O sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central foi incluído pelos EUA nas investigações comerciais da Seção 301.

Segundo Elias Rosa, a modalidade é “um patrimônio do Brasil”. Ele disse que o governo “deixou claro” aos representantes norte-americanos que não há possibilidade de negociar o funcionamento do Pix.

O Brasil iniciou consultas na OMC (Organização Mundial do Comércio) em reação às tarifas norte-americanas e abriu processos com base na Lei da Reciprocidade Econômica.

Segundo Elias Rosa, porém, os mecanismos de retaliação e as consultas na OMC não foram mencionados durante a reunião. A estratégia, neste momento, é priorizar a negociação direta com o governo norte-americano.

A avaliação no governo brasileiro é que o impasse tarifário dificilmente será solucionado antes das eleições brasileiras de outubro.

As conversas técnicas devem continuar virtualmente nos próximos dias. Brasil e EUA também esperam realizar uma nova rodada de negociação em nível ministerial até o fim de setembro, de forma presencial ou virtual.

Fontes consultadas

Leia também

Mais em Política