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Política Revisado por ULTRA AI

Justiça de SP devolve pedido sobre produtora de 'Dark Horse' e cobra provas da polícia

Policiais solicitaram acesso a dados financeiros de empresa, e Vara de Garantias questiona quais são os indícios da investigação contra empresária

2 min de leitura
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A Vara Estadual das Garantias fez uma série de questionamentos à Polícia Civil de São Paulo e devolveu, sem decisão, um pedido de acesso a dados financeiros sigilosos da empresária Karina Ferreira da Gama, dona da produtora do filme "Dark Horse" e alvo de uma investigação sobre possível desvio de recursos da Prefeitura de São Paulo.

Entre os questionamentos, a Justiça perguntou quais documentos e indícios de irregularidade a polícia reuniu sobre o caso que não vieram de reportagens de jornais sobre o assunto e condicionou esses esclarecimentos à concessão do pedido.

Na semana passada, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino havia determinado o compartilhamento de provas do inquérito da Polícia Civil com a Polícia Federal, que também investiga a produtora, mas em uma apuração sobre recebimento de emendas parlamentares.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o filme, havia dito que apresentaria a prestação de contas do longa-metragem, mas ainda não o fez.

O pedido da Polícia Civil à Justiça havia sido feito em maio. A manifestação da Justiça entrou no sistema do Diário de Justiça Eletrônico nesta segunda-feira (31).

A Polícia Civil buscava autorização judicial para ter acesso a relatórios de inteligência financeira feitos pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sobre o CPF de Karina e o CNPJ de sua produtora.

Os relatórios compilam operações atípicas comunicadas por bancos ao Coaf, mas não trazem acesso a extratos bancários.

Ao longo das investigações, o delegado Antonio Carlos Manuera Silveira afirmou que havia "consistentes suspeitas de confusão patrimonial" entre as contabilidades do ICB e da Go Up Entertainment, produtora de Karina responsável por "Dark Horse.

Há, ademais, referência à possibilidade de que parte dos recursos públicos tenha sido destinada ao financiamento de atividades privadas relacionadas à produção cinematográfica desenvolvida pela empresa Go Up Entertainment, vinculada à investigada Karina", diz o despacho.

Fontes consultadas

  • Folha Poderlink

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