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Política Revisado por ULTRA AI

Texto critica personalismo da presidente da EBC Antonia Pellegrino

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Texto critica personalismo da presidente da EBC Antonia Pellegrino

O site Ouvidoria Cidadã da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) publicou um texto criticando a presidente da empresa, Antonia Pellegrino, por um padrão de personalismo na condução da empresa pública.

Texto publicado na Ouvidoria Cidadã lista episódios envolvendo entrevista do marido e uso da Agência Brasil para se promover.

O portal se define como “um resgate da participação da sociedade na comunicação pública brasileira” e lista uma série de episódios para sustentar a crítica.

Na publicação, ela atribuiu a retomada do programa a uma decisão pessoal sua, tomada ainda quando ocupava a Diretoria de Conteúdo e Programação. Para a Ouvidoria Cidadã, o gesto evidencia “a necessidade recorrente da ex-diretora e atual presidenta de fazer tudo girar em torno de si, como se quatro décadas de trajetória coubessem dentro de uma decisão pontual sua”.

Pellegrino divulgou o convite nos próprios stories com entusiasmo e imagens do evento em uma postagem.

O autor destaca que o problema não é o convite em si, mas a posição de quem o aceitou e o promoveu. Naquele mesmo período, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou decretos endurecendo regras para redes sociais e ampliando a fiscalização sobre plataformas digitais, o que gerou reação de entidades que representam empresas como o Google.

Outro episódio citado envolve o programa Na Mesa com Datena, da TV Brasil. Em junho de 2026, o jornalista José Luiz Datena, contratado pela EBC, recebeu como convidado o ex-presidente da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo) Marcelo Freixo, marido de Pellegrino, para uma entrevista de perfil sobre sua trajetória política e o lançamento de um livro.

À época, Freixo era pré-candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2026, e Datena também estava em vias de se tornar pré-candidato.

A Ouvidoria Cidadã descreve a situação como “uma estrutura de troca de favores dentro da máquina pública, visibilidade trocada entre dois homens em posição de barganha política mútua, sob a gestão de quem tinha interesse pessoal direto no resultado eleitoral de um deles”.

Em julho de 2026, a EBC retirou do ar mais de 180. 000 conteúdos dos veículos públicos, especialmente da Radioagência Nacional e da Agência Brasil, com base em uma interpretação sobre as vedações do defeso eleitoral previstas na Lei 9.

504/1997. A medida gerou críticas de entidades da sociedade civil, de jornalistas e dos próprios trabalhadores da empresa.

Nenhum outro presidente da EBC ousou usar a Agência Brasil para se promover dessa forma”, conclui.

Em julho, depois da retirada, a EBC recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral para garantir o direito de publicar reportagens da Agência Brasil durante o período eleitoral.

O pedido de tutela jurisdicional preventiva foi protocolado para assegurar segurança jurídica à produção jornalística da empresa pública.

Dias depois, em 23 de julho, o governo afrouxou as restrições impostas à comunicação de ministros e órgãos federais durante o período eleitoral, depois de integrantes da Esplanada reclamarem que as orientações dificultavam a divulgação das ações das pastas.

O texto também questiona a narrativa de Pellegrino sobre o futebol feminino na TV Brasil. Segundo o autor, ela costuma afirmar que o gênero só ganhou espaço na emissora quando uma mulher assumiu a diretoria de conteúdo.

Mas ressalta que a TVE Brasil, incorporada à TV Brasil na criação da EBC em 2007, já transmitia a Taça Brasil feminina nos anos 1980, e a própria TV Brasil transmitiu parte da Copa do Mundo Feminina de 2015.

Além disso, o texto sinaliza que a expansão recente do futebol feminino acompanha um movimento estrutural do setor: o número de competições cresceu 50%, o de clubes participantes aumentou 36% e o de partidas quase dobrou.

Em resposta ao Poder360, Antonia Pellegrino afirma que não houve substituição dos canais institucionais e que o cargo de presidente da EBC não é utilizado em “benefício próprio”, ela completa: “Comunicação pública precisa estar onde o debate público acontece hoje, e quem dirige uma empresa de comunicação tem obrigação de entender isso”.

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