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Política Revisado por ULTRA AI

PGR aceita delação de dono da Reag e envia acordo a Mendonça

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Política — imagem padrão

A PGR (Procuradoria Geral da República) assinou um acordo de colaboração premiada com João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos, e enviou o material ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

Depoimento pode trazer novas informações sobre o Banco Master, mas ainda depende de homologação do STF.

A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo Poder360.

Mendonça deverá ouvir o empresário para verificar se a colaboração foi voluntária e cumpre os requisitos legais. A homologação permitirá que o material seja incorporado às investigações, mas não confirma, por si só, a veracidade das declarações.

É a 1ª delação firmada pela PGR dentro da operação Compliance Zero. Segundo os investigadores, a Reag administrou fundos usados por Daniel Vorcaro para retirar recursos do Banco Master e direcioná-los ao patrimônio pessoal ou ao pagamento de propina.

O Banco Central também identificou operações irregulares entre o banco e fundos da Reag Trust de julho de 2023 a julho de 2024. O Master declarou que a gestora atuava só como prestadora de serviços.

O fundador da Reag havia tentado negociar uma delação em conjunto com Vorcaro, quando ambos eram representados pelo advogado José Luís Oliveira Lima. A PGR e a Polícia Federal consideraram insuficientes as informações apresentadas pelo fundador do Master.

Mansur então trocou de defesa e passou a negociar separadamente.

Bacharel em ciências contábeis pela Faap (Fundação Armando Alvares Penteado), Mansur tem mais de 35 anos de experiência no mercado financeiro e afirma ter estruturado mais de 200 fundos de investimento.

Mansur também trabalhou na Trump Realty Brazil e passou por empresas como PwC, Monsanto, Tishman Speyer, GetNinjas e Azevedo & Travassos. No futebol, integrou conselhos do Palmeiras e participou das negociações para a construção do Allianz Parque quando atuava na WTorre.

Ele foi alvo das operações Carbono Oculto, que investiga fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, e Compliance Zero, sobre suspeitas de crimes financeiros ligados ao Banco Master.

O Poder360 questionou a defesa de João Carlos Mansur sobre o acordo de colaboração premiada, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Este texto será atualizado assim que alguma manifestação for recebida.

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