O ministro André Mendonça enfrenta uma conjuntura desfavorável no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) para levar adiante a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.
Hoje, a avaliação interna é que o relator do inquérito do Banco Master só tem apoio irrestrito na corte do ministro Luiz Fux. A leitura é que a ministra Cármen Lúcia também poderia se alinhar aos dois a depender do nível de pressão da opinião pública sobre o tema.
Os demais, no entanto, apresentam resistência nos bastidores. Por isso, avaliam magistrado da Suprema Corte sob reserva, Mendonça teria retirado o sigilo do inquérito.
O objetivo é que uma eventual pressão da sociedade poderia influenciar magistrados indecisos e reverter o cenário desfavorável. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma que Mendonça investigou Moraes de maneira indevida e pediu o arquivamento do caso.
Nas últimas horas, desde que os detalhes da investigação foram tornados públicos, os ministros da Suprema Corte têm discutido maneiras de não permitir que o episódio piore ainda mais a imagem do Poder Judiciário.
O discurso defendido pelo chamado campo majoritário, capitaneado pelo decano Gilmar Mendes, é de que a coleta de provas contra Moraes deve ser anulada por não ter tido autorização do plenário da Suprema Corte, na linha do defendido por Gonet.
O próprio presidente Edson Fachin tem defendido que o Poder Judiciário encontre uma saída com base no diálogo, sem escalar uma crise interna que afeta a imagem do tribunal.
No entanto, a avaliação interna é de que faltam “bombeiros” para abaixar a temperatura da crise. Para a abertura de uma investigação, é necessário que Fachin submeta a questão ao plenário.
Mendonça defende que a discussão do assunto seja feita de forma transparente. No Palácio do Planalto, a defesa é para que uma eventual análise em plenário fique para depois do processo eleitoral, para o assunto não contaminar a disputa presidencial deste ano https://www.youtube.com/watch?v=uVr9rErpAO4.
Entorno do relator do caso Master acredita que pressão popular pode influenciar plenário e reverter votos contrários.
Para a abertura de uma investigação, é necessário que Fachin submeta a questão ao plenário. Mendonça defende que a discussão do assunto seja feita de forma transparente.
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