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Política Revisado por ULTRA AI

Lula começa campanha no palanque sindical que o projetou para a política

Ato no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo, busca recriar imagem da greve de 1979, que ocorreu antes da fundação do PT

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A imagem de Lula discursando em cima de uma mesa, no meio de um estádio lotado, e que o PT quer recriar neste domingo (16), no primeiro ato oficial da campanha à reeleição, vem de um movimento que surgiu sem pretensões partidárias, mas que já se reunia em torno da liderança do hoje presidente da República.

Em 13 de março de 1979, então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, Lula discursou para cerca de 60 mil trabalhadores da região no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo, na primeira assembleia sindical realizada no local.

Foi o primeiro dia de uma greve que durou duas semanas, paralisou cerca de 200 mil funcionários no então maior polo automotivo do país, projetou Lula nacionalmente e deu origem ao Partido dos Trabalhadores no ano seguinte.

A greve atraiu a atenção de outras categorias, como professores e estudantes, e inspirou o cantor Chico Buarque a compor "Linha de Montagem", em 1980, na qual canta "quem toca o trem para frente também, de repente, pode o trem parar.

A data de início da greve antecedeu, em dois dias, a posse do presidente da República João Baptista Figueiredo, o último da ditadura militar (1964-1985). Apesar de protestos contra Figueiredo, os sindicalistas sempre argumentaram que a greve era motivada unicamente por questões trabalhistas.

Não existia intenção, nem da nossa parte e nem da parte dos trabalhadores, de buscar mudança de regime", diz Djalma Bom, 87, tesoureiro do sindicato na época.

Também membro da diretoria na ocasião, Nelson Campanholo, 87, concorda: "A gente tinha só o sindicato na cabeça.

Djalma e Nelson ajudaram a fundar o PT. Além deles, Juno Rodrigues, o Gijo, 83, outra figura importante no sindicato, forma um trio de amigos do Lula "das antigas", como descreveram, apesar de os encontros atualmente serem restristos a eventos oficiais do petista em São Paulo.

Os três mantêm no presidente a fé de dias melhores, ainda que isso não se aplique mais ao partido que ajudaram a fundar.

Djalma Bom , que foi deputado federal, estadual e vice-prefeito de São Bernardo, afirma que o PT "enveredou para o caminho de só disputar eleições" e precisa mudar a forma de atuação.

O PT adquiriu um vício no internismo [disputar internas de poder] e precisa estimular a criação de movimentos sociais, trazê-los para a estrutura do partido", diz.

Acrescenta que o partido "precisa se reunir mais com a sociedade, [voltar a ser] amigo do bairro", referindo-se a associações de moradores que cobram melhorias e se engajam em eventos culturais de uma determinada região.

O ex-deputado também critica o individualismo de parte da militância petista. "O que eu sinto é que muitos militantes perguntam 'o que o PT está fazendo por mim.

Me desculpem, companheiros, mas eu é que tenho que fazer algo pelo PT", afirma.

Nelson Campanholo, que foi vereador de São Bernardo e presidiu a Câmara Municipal, afirma que ainda vota no PT, mas reclama que o partido precisa retomar o contato com as bases nos espaços físicos da cidade.

[O PT] se acomodou muito. É muita [ação na] internet", critica.

Em números

  • Foi o primeiro dia de uma greve que durou duas semanas, paralisou cerca de 200 mil funcionários no então maior polo automotivo do pa

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Poder, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Poderlink

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