## Empresa entrou com pedido de recuperação judicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo; quase 300 lojas foram fechadas.
O CEO da Casas Bahia, Renato Franklin, afirmou, nesta 2ª feira (17.ago. 2026), que a empresa trabalha com um cenário mais difícil para 2027 do que em 2026. As informações são da Reuters.
Ele afirmou também que a Casas Bahia está cada vez mais restritiva na concessão de financiamentos aos consumidores.
Em fato relevante publicado no domingo (16.ago. 2026), o grupo afirmou que o pedido de recuperação judicial foi aprovado depois de uma reunião do Conselho de Administração, realizada na mesma data.
Segundo o comunicado, o pedido de recuperação judicial se dá em um “contexto de deterioração das condições econômico-financeiras enfrentadas pela companhia, a qual foi impactada, dentre outros fatores, pelo ambiente macroeconômico desafiador, marcado por patamares elevados de taxas de juros, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro”.
A Casas Bahia fechou 298 lojas como parte de seu plano de redução de despesas e reduziu o quadro de funcionários.
Segundo Renato Franklin, os fechamentos das lojas foram feitos em “onda única”, já considerando uma possível deterioração do mercado no próximo ano e para “não gerar ansiedade por mais ajustes”.
O executivo afirmou que, com os fechamentos, a empresa eliminou “todas as lojas que estavam na UTI”.
Em relação às parcerias da Casas Bahia com empresas de marketplace, o presidente-executivo declarou que a companhia vai priorizar margens de lucro nos canais on-line e reduzir o volume de vendas não rentáveis.
Afirmou que os marketplaces são “viabilizadores desse ajuste que estamos fazendo no mercado digital”.
Em 2024, a Casas Bahia entrou com um processo de recuperação extrajudicial, resolvido depois de negociações com credores.
Fontes
Informação baseada em material público de Poder360, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.