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Política Revisado por ULTRA AI

Renan Santos diz que CLT restringe o trabalhador e defende MEI

Para o candidato, a CLT torna a contratação formal inviável e os novos empregos para jovens já surgem via MEI. Leia no Poder360.

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## Para o candidato, a CLT torna a contratação formal inviável e os novos empregos para jovens já surgem via MEI; número de celetistas cresceu 11% de janeiro de 2023 a junho de 2026.

O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou que a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) restringe o trabalhador e defendeu a modalidade de MEI (Microempreendedor Individual) como alternativa viável de formalização.

As declarações foram feitas durante sabatina no SBT News nesta 2ª feira (17.ago. 2026).

Santos afirma que a legislação trabalhista vigente torna a contratação formal inviável para empregadores e pouco atraente para trabalhadores. Segundo ele, a população já vive de uma combinação entre auxílio governamental e emprego informal, enquanto os novos postos de trabalho, especialmente entre os mais jovens, estão sendo abertos via MEI.

Segundo o candidato ao Planalto, “ninguém está conseguindo contratar a população de maneira formal”. Para ele, isso se dá por 3 razões: uma parcela da população não quer o vínculo formal, outra vive da combinação entre auxílio e informalidade, e a maioria dos novos empregos para jovens já se dá pelo MEI.

Em contraste com a fala do candidato, o mercado de trabalho brasileiro acumulou 10,1 milhões de vínculos de emprego formal de janeiro 2023 a junho 2026 –alta de 19,1% no período.

Em janeiro de 2023 eram 52,8 milhões de vínculos e em junho de 2026 eram 62,9 milhões, segundo a Rais (Relação Anual de Informações Sociais). Os celetistas passaram de 43,4 milhões para 48,2 milhões no período.

O empresário e co-fundador do MBL (Movimento Brasil Livre) defende ainda que a flexibilização das regras trabalhistas aumentaria a oferta de empregos e os salários.

Ele citou países asiáticos como exemplo. “Na Ásia, as leis trabalhistas são muito mais flexíveis que as brasileiras e a gente concorre com eles”, disse.

Para ele, a CLT é uma lei “dos anos 40 do século passado” e impede que empresas brasileiras concorram com produtos estrangeiros. Ele relacionou essa rigidez ao surgimento do imposto sobre compras internacionais de baixo valor, apelidado de “taxa das blusinhas”.

A solução proposta pelo candidato é reduzir o custo legal de contratar formalmente para ampliar a base de trabalhadores registrados e, com isso, aumentar a arrecadação com uma alíquota menor sobre um universo maior de contribuintes.

Questionado sobre nomes cotados para liderarem o Ministério da Fazenda caso ele seja eleito, Santos afirmou já ter um escolhido, mas disse que não iria divulgar agora.

No último levantamento da Pesquisa Nexus, publicado nesta 2ª feira, Renan Santos aparece 4% de intenção de votos.

Ao tratar de transferência de renda, Santos disse que o Brasil está “empobrecendo” à medida que cresce o número de beneficiários do Bolsa Família.

O candidato afirmou que a transição do programa deve ser mantida, mas que o país não pode depender dele indefinidamente. Santos propôs substituir gradualmente o benefício por frentes de trabalho, nos moldes do que descreveu como política adotada pelos Estados Unidos na crise de 1929.

O candidato também tratou de maternidade durante a sabatina. Para Santos, legislações que protejam as mulheres nesse sentido precisam ser incentivadas.

Ele disse que uma sociedade em que as mulheres não se sintam seguras para ter filhos se torna “inimiga do nascimento de bebês” e das famílias. Santos também declarou que defende a família biparental, com pai e mãe presentes.

Em números

  • Em janeiro de 2023 eram 52,8 milhões de vínculos e em junho de 2026 eram 62,9 milhões
  • Os celetistas passaram de 43,4 milhões para 48,2 milhões no período

Fontes

Informação baseada em material público de Poder360, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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