Eduardo Razuk: influencer é preso suspeito de fazer rifas ilegais de carros de luxo.
- comparecimento pessoal e mensal em juízo, enquanto perdurar a necessidade da medida, para informar e justificar suas atividades.
- proibição de se ausentar do território nacional, com entrega do passaporte em juízo no prazo de 48 horas após o cumprimento do alvará de soltura.
- manutenção integral das demais medidas decorrentes das cautelares já determinadas.
O influenciador digital Eduardo Razuk e o irmão, Rafael Razuk, foram soltos nesta segunda-feira (31), após 14 dias de prisão preventiva. Os advogados de defesa, Tiago Bunning e João Paulo Calvez, afirmam que as medidas cautelares determinadas pela Justiça já eram suficientes para garantir o andamento da investigação.
🔎 Os irmãos foram presos em 18 de agosto, durante uma operação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc). A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias.
Em nota, a defesa de Eduardo afirmou que comprovou a legalidade dos sorteios divulgados pelo influenciador nas redes sociais.
Os advogados também defendem que as medidas cautelares cumpridas durante a Operação Rodas da Sorte, como busca e apreensão, sequestro de bens e suspensão das redes sociais, já são suficientes para assegurar a investigação.
Segundo a defesa, com essas medidas, os investigados não têm como manipular provas e, por isso, não haveria justificativa para a prisão preventiva.
A defesa de Rafael informou que a liberdade do investigado não coloca em risco a investigação ou a sociedade, tornando desnecessária a prisão.
Na decisão, a juíza May Melke Siravegna afirmou que, com a conclusão do inquérito e a realização das diligências consideradas necessárias pela autoridade policial, o risco de interferência dos investigados na produção de provas foi reduzido.
A magistrada afirmou que a prisão preventiva não é mais necessária e que, no atual estágio da investigação, é suficiente substituí-la por outras medidas cautelares.
Segundo a juíza, houve uma mudança no cenário desde a decretação da prisão preventiva, que ocorreu antes da deflagração da operação, quando ainda era necessário garantir o cumprimento de uma série de medidas, como buscas e apreensões, bloqueios patrimoniais, sequestro de bens, apreensão de dispositivos eletrônicos e restrições relacionadas às redes sociais utilizadas na atividade investigada.
As medidas foram cumpridas, conforme a decisão.
A magistrada também afirmou que a investigação policial foi concluída, com a apresentação do relatório final, e que o procedimento aguarda apenas a análise do Ministério Público para eventual oferecimento de denúncia.
A juíza considerou que, embora o Ministério Público tenha informado que perícias e análises técnicas ainda poderiam estar em andamento, isso, por si só, não demonstra risco concreto de que os investigados, em liberdade, tenham meios de alterar ou suprimir elementos já apreendidos e sob custódia.
Ainda segundo a decisão, os irmãos deverão cumprir as seguintes medidas cautelares.
Durante a operação, mandados foram cumpridos em pelo menos dois endereços em Campo Grande: uma residência na Rua Tricordiano, na Vila Vilas Boas, e um galpão na Travessa da Ema.
Ao menos oito veículos de luxo foram apreendidos no galpão.
Ele também publicava imagens de um Golf GTI, modelo que tem apelo entre colecionadores.
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