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Negócios Revisado por ULTRA AI

Renda extra, aposentadoria e mais: 13 ETFs para começar a investir

Seleção da XP agrupa fundos listados na B3 em sete objetivos diferentes, em um cenário de juros longos elevados nos Estados Unidos e rotação de capital para mer

4 min de leitura
Negócios — imagem padrão

Montar uma reserva de emergência, proteger o poder de compra da inflação ou receber dividendos com alguma regularidade são objetivos distintos, e cada um pede um ativo diferente.

Para quem tem perfil mais iniciante e quer resolver isso sem escolher papel por papel, diversos ETFs negociados na B3 dão conta desses e de outros quatro objetivos, com aporte único e a mesma praticidade de comprar uma ação, além de isenção de come-cotas e IOF, e com imposto de renda retido na fonte, o que dispensa o recolhimento por DARF.

Os estrategistas Rachel de Sá, Mayara Rodrigues, Raphael Figueredo e Maria Irene Jordão, do time de Reserch da XP, fizeram uma seleção por finalidade, dentro de sete temas que a casa considera comuns a diferentes perfis e horizontes de investimento.

Os ativos podem ser alocados individualmente ou em conjunto, mas não formam uma carteira recomendada, e a indicação de cada ETF se restringe ao objetivo em que ele aparece.

A lista chega em um momento em que a XP vê dois vetores dominando o cenário global: a persistência de juros elevados e a volatilidade em torno da temática de inteligência artificial (IA).

No último mês, os ativos mais expostos à IA sofreram correções agudas, o que abriu espaço para uma discussão sobre rotação de capital em direção a mercados que ficaram para trás.

Para a parcela mais defensiva do patrimônio, a XP indica NLFA11, que acompanha o ILFA, índice de letras financeiras da Anbima que reflete uma carteira de emissões seniores, e LTBX11, que combina Letras Financeiras do Tesouro e NTN-Bs e tem como referência o índice Teva ITBR Target 760.

Na seleção tática do mesmo relatório, a casa detalha o raciocínio por trás do NLFA11, apontado como opção de baixa volatilidade, eficiência tributária e baixo risco de crédito, por se tratar de emissões bancárias seniores.

Em um ambiente de expectativas de inflação mais pressionadas e revisão para cima da Selic terminal, os pós-fixados ganham relevância porque acompanham a elevação dos juros sem exposição relevante à marcação a mercado.

Já na proteção contra inflação aparecem três nomes. O IB5M11 investe em títulos públicos atrelados ao IPCA com vencimentos acima de cinco anos, replicando o IMA-B 5+.

O BDAP11 acompanha os juros reais no Brasil por meio de contratos atrelados ao IPCA, com referência no DAP5 da B3. E o XB3511 segue títulos públicos indexados à inflação com vencimento em 2035, pelo Idex NTN-B 35.

Sobre o XB3511, a XP destaca a duration (prazo médio) de sete anos alinhada à estratégia de priorização de títulos de inflação, com ganho tanto pelo carrego, se o papel for mantido até o vencimento, quanto por eventual fechamento da curva de juros reais antes disso.

O bloco de renda recorrente reúne três fundos com abordagens distintas. O NDIV11 acompanha o Ibov Smart Dividendos e reúne empresas brasileiras com histórico consistente de pagamento de proventos.

O DIVD11 tem como referência o IDIV, índice da B3 que seleciona as companhias que mais distribuem dividendos.

O terceiro nome amplia o escopo para fora do país. O YI11 acompanha o desempenho do S&P 500 com foco em gerar renda extra por meio de uma estratégia com opções, tendo como referência o índice NEOSSPYI.

Tabela: Veja 13 ETFs para investir de acordo diferentes objetivos.

Longo prazo, aposentadoria e próxima geração.

Três objetivos do relatório tratam de horizontes mais longos, com soluções diferentes para cada um.

Em estratégias de longo prazo, a XP aponta o GOAT11, que combina juros reais brasileiros e grandes empresas americanas e tem como referência uma composição de 80% do IMA-B e 20% do S&P 500.

Para aposentadoria, a indicação é o XB4511, que investe em Tesouro IPCA+ com vencimento em 2045 e reinveste os pagamentos automaticamente, seguindo o Idex NTN-B 45.

O objetivo mais alongado da lista é o que a casa chama de próxima geração, com o XB6011, que acompanha títulos públicos indexados à inflação de vencimento longo pelo Idex NTN-B 60.

O último bloco trata da diversificação em si, com dois ETFs de ouro que se diferenciam pela exposição cambial. O GOLD11 segue o preço do metal em dólar, replicando o LBMA Gold Price, enquanto o GOLX11 oferece a mesma exposição com proteção cambial, pelo IFGOLD Index.

Na seleção tática, a XP afirma manter recomendação estrutural para alocação em ouro apesar da queda recente dos preços, reforçando o papel do metal como proteção contra inflação no longo prazo e como ativo de refúgio em momentos de risco geopolítico elevado.

A presença do ouro em carteiras diversificadas também contribui para reduzir a correlação entre classes de ativos e, com isso, o risco total do portfólio.

Fontes

Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • InfoMoneylink

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