A campanha eleitoral começa oficialmente neste domingo (16) sob uma preocupação que vai além dos palanques e da propaganda tradicional. Para a analista de política da XP Bárbara Baião, o ambiente digital de 2026 pode ser mais permissivo à circulação de desinformação do que o observado há quatro anos, justamente em uma eleição que deve ser apertada.
A avaliação foi feita no Mapa de Risco, programa de política do InfoMoney, durante a discussão sobre a velocidade com que narrativas sem respaldo nas investigações conseguem ganhar alcance nas redes sociais antes que fatos e correções cheguem ao eleitor.
Segundo a analista, a percepção agora é diferente. O Brasil não avançou em uma legislação específica para regular esse ambiente e, nas conversas com empresas de tecnologia, a interpretação seria de maior espaço para a circulação de conteúdos durante a disputa.
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A preocupação se estende ao funcionamento dos algoritmos e à possibilidade de interferências menos visíveis na circulação de conteúdo. Bárbara mencionou, inclusive, o receio existente em Brasília sobre uma eventual influência externa nesse ambiente.
Com a campanha oficial nas ruas a partir deste fim de semana, a disputa digital entra, assim, em uma fase mais intensa. Para Bárbara, o ponto de atenção está na velocidade com que essas narrativas conseguem chegar ao eleitor e na capacidade ainda incerta de candidatos e instituições de reagir antes que elas se consolidem.
O Mapa de Risco, programa de política do InfoMoney, vai ao ar todas as sextas-feiras, a partir das 6h da manhã, no YouTube e no seu tocador de podcast preferido.
Fontes
Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.