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Negócios Revisado por ULTRA AI

Excesso de escândalos faz eleitor tratar denúncias como ruído, diz cientista político

Para Carlos Melo, a sucessão de casos envolvendo governo e oposição reduz o impacto das denúncias sobre o eleitorado

2 min de leitura
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A sequência de investigações, denúncias e acusações que atingem tanto o governo quanto a oposição pode, em vez de ampliar o desgaste dos candidatos, fazer com que parte do eleitorado passe a tratar novos episódios como apenas mais um ruído da campanha.

A avaliação é do cientista político Carlos Melo, professor do Insper. Durante o Mapa de Risco, programa de política do InfoMoney, ele afirmou que a velocidade com que um caso substitui o outro reduz a capacidade de cada escândalo permanecer no centro do debate eleitoral.

Para Melo, esse cruzamento de vulnerabilidades reduz a possibilidade de um dos lados monopolizar a pauta da corrupção.

Lula diz que Lulinha será punido se for culpado: ‘Só ele sabe a verdade, eu não sei’.

Presidente afirma que orientou advogados a não pedirem encerramento das investigações.

Kassab diz que Centrão está com Lula e vê chance “zero” de vitória de Flávio.

Vice de Ronaldo Caiado afirma que partidos de centro já se inclinaram para o presidente e aposta em crescimento da chapa do PSD com mais tempo de TV.

Na avaliação do cientista político, a disputa tende a se transformar em um esforço permanente para aumentar a rejeição do adversário, sem necessariamente gerar novos votos para quem faz o ataque.

Melo compara a dinâmica a uma troca constante de ataques, na qual nenhum dos lados consegue permanecer apenas na ofensiva.

A analista política da XP, Bárbara Baião, também vê limites na exploração eleitoral do tema da corrupção. Segundo ela, o governo trabalha com a percepção de que o assunto, embora desfavorável ao PT, deixou de representar uma vantagem tão clara para o bolsonarismo após os episódios envolvendo Flávio Bolsonaro.

Na avaliação dos convidados, isso não significa que novos desdobramentos sejam irrelevantes. Um fato de grande impacto ainda pode alterar o rumo da disputa. O desafio para Lula e Flávio é transformar uma sucessão de acusações em vantagem eleitoral duradoura quando ambos chegam à campanha carregando suas próprias vulnerabilidades.

Para Melo, uma estratégia baseada predominantemente na troca de ataques corre o risco de gerar muito barulho e pouca mudança efetiva na intenção de voto.

O Mapa de Risco, programa de política do InfoMoney, vai ao ar todas as sextas-feiras, a partir das 6h, no YouTube e nas principais plataformas de podcast.

Fontes

Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • InfoMoneylink

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