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Ações da Casas Bahia despencam na Bolsa e passam de mais de R$ 400 para centavos em cinco anos

3 min de leitura
Ações da Casas Bahia despencam na Bolsa e passam de mais de R$ 400 para centavos em cinco anos

Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial.

As ações do Grupo Casas Bahia (BHIA3) protagonizam uma das maiores quedas da Bolsa brasileira dos últimos anos.

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Quem comprou ações da empresa naquele período de maior valorização viu, assim, boa parte do investimento se dissolver ao longo dos anos.

A desvalorização aconteceu gradualmente, acompanhando a piora dos resultados financeiros da companhia e um cenário econômico mais difícil para o varejo.

Na petição de recuperação judicial, a empresa afirma que a crise foi causada por uma combinação de fatores, entre eles.

aumento dos investimentos em tecnologia e logística para competir no comércio eletrônico;impacto da pandemia sobre as lojas físicas;forte alta dos juros a partir de 2021;aumento do custo das dívidas;queda do consumo das famílias e maior inadimplência.

Segundo a companhia, os juros elevados atingiram especialmente seu modelo de negócios, que depende de financiamento para manter estoques e oferecer crédito aos clientes.

Com isso, uma parcela cada vez maior do dinheiro gerado pela operação passou a ser destinada ao pagamento de despesas financeiras.

Plano de reestruturação não foi suficiente.

Em 2023, a empresa iniciou um plano de transformação para reduzir custos. Entre as medidas estavam o fechamento de 55 lojas, a redução de cerca de 8. 600 postos de trabalho, corte de investimentos e diminuição dos estoques.

No ano seguinte, a companhia renegociou parte das dívidas por meio de uma recuperação extrajudicial, considerada bem-sucedida pela própria empresa.

Mesmo assim, afirmou que o ambiente econômico continuou desfavorável e que a pressão financeira permaneceu elevada.

No pedido de recuperação judicial a qual o g1 teve acesso, a Casas Bahia informou que aprofundou a reestruturação, com a demissão de cerca de 3 mil funcionários e o fechamento de quase 300 lojas.

Atualmente, o grupo afirma empregar mais de 20 mil pessoas.

Ao longo dos anos, a companhia mudou de nome para Via S. A. e, posteriormente, para Grupo Casas Bahia, adotando o ticker BHIA3.

O Grupo Casas Bahia anunciou, na noite de domingo (16), o protocolo de um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo.

O pedido foi apresentado no Foro Central Cível de São Paulo, especializado em falências e recuperações judiciais, e ainda precisará ser ratificado por acionistas em Assembleia Geral Extraordinária.

Segundo a empresa, o cenário de juros elevados, restrição ao crédito e queda no consumo comprometeu sua capacidade de gerar caixa.

A companhia tentou captar recursos ao longo do último ano e meio — incluindo negociações com investidores no Brasil, EUA e Europa e uma possível oferta de ações —, mas a operação mais estratégica não avançou após a desistência do investidor âncora.

Outras alternativas, como empréstimos-ponte, também não se concretizaram.

Prejuízo bilionário no 2º trimestre.

A empresa comunicou a saída do vice-presidente Jurídico e Tributário, Fábio Spina (substituído por Sírley Lima), além da saída dos conselheiros Jackson Schneider e Rogério Calderón do Conselho de Administração.

Este último permanece à frente de comitês internos da companhia.

Em números

  • Atualmente, o grupo afirma empregar mais de 20 mil pessoas
  • Ações da Casas Bahia despencam na Bolsa e passam de mais de R$ 400 para centavos em cinco anos

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Negócios, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Negócioslink

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