Cantora falou à Rolling Stone Brasil sobre a ascensão de novas vozes femininas no rap, representatividade e seu lado gamer.
A trajetória de Slipmami acompanha uma transformação importante no rap brasileiro. Na redação da Rolling Stone Brasil, em Copacabana, a cantora relembrou diferentes momentos da cena que acompanhou desde a adolescência e destacou o crescimento da presença de mulheres negras no gênero.
Quando tinha cerca de 12 ou 13 anos, Slipmami acompanhou a ascensão de nomes como ConeCrewDiretoria, Haikaiss e Costa Gold. Segundo ela, embora já existissem referências fundamentais como os Racionais MC’s, os grupos que estavam em evidência naquele momento também dialogavam diretamente com o público adolescente.
A cantora também acompanhou a chegada de uma nova geração, citando nomes como Baco Exu do Blues e o impacto do álbum Esú, lançado em 2017. Foi nesse período de efervescência do rap nacional que ela passou a consumir ainda mais o gênero, antes de começar a produzir as próprias músicas, em 2018.
Foi também por volta dessa época que Slipmami e Ebony começaram a lançar músicas, acompanhando uma nova leva de mulheres que ganhava espaço na cena. A artista cita ainda Tasha & Tracie, que começou a lançar trabalhos em 2019, como parte desse movimento.
Para Slipmami, a presença dessas artistas não representa apenas uma mudança na música, mas também uma possibilidade de identificação para outras meninas negras que acompanham essa ascensão.
A própria cantora se reconhece nessa ideia de “fome” e enxerga sua trajetória como uma oportunidade de mostrar outras possibilidades de representação.
Fora dos palcos e dos estúdios, Slipmami também encontra espaço para outra paixão: os videogames. A cantora contou à Rolling Stone Brasil que, durante a adolescência, não tinha dinheiro para comprar um console ou um computador gamer.
Hoje, com um PC próprio, consegue dedicar parte do tempo livre aos jogos.
O hábito se tornou uma forma de lazer para a artista, que revela preferência por jogos de terror. Atualmente, ela está jogando Alice: Madness Returns, título lançado em 2011 que revisita o universo de Alice no País das Maravilhas por meio de uma estética sombria.
Mesmo sendo um jogo lançado há mais de uma década, a cantora continua encantada pelo visual do título. Para ela, entrar nesse universo também representa uma forma de explorar um interesse que não pôde vivenciar da mesma maneira quando era mais nova.
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