Uma juíza determinou que o jornal The Washington Post recontrate a colunista de opinião Karen Attiah, demitida em setembro do ano passado devido a publicações nas redes sociais sobre o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk.
A decisão também determinou que o jornal lhe pague os salários retroativos.
A juíza Sarah Miller Espinosa escreveu na decisão que o Washington Post "não tinha justa causa suficiente" para demitir Attiah e que violou seu acordo trabalhista, segundo uma cópia da decisão compartilhada com o The New York Times pelos advogados da colunista.
O The Washington Post não conseguiu comprovar que a reclamante cometeu falta grave", escreveu Espinosa.
Em comunicado, Attiah disse esperar que a decisão "envie uma mensagem a jornalistas e instituições de mídia de todo o mundo de que sempre vale a pena lutar pela liberdade de expressão.
Ela afirmou estar "disposta a voltar" ao trabalho no Washington Post, que chamou de "um dos jornais de maior tradição do mundo.
Esta decisão confirma o que dissemos desde o início: eu estava fazendo meu trabalho como colunista de opinião, e esta foi uma demissão injusta", afirmou, acrescentando estar "aliviada por finalmente ver os fatos devidamente esclarecidos.
Um porta-voz do Washington Post disse que a empresa respeita o processo. Ele se recusou a fazer outros comentários.
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A decisão é resultado de uma disputa de um ano entre o Washington Post e Attiah, que no ano passado acusou a empresa de violar seu acordo trabalhista e sua política para redes sociais ao demiti-la por publicações que, segundo ela, estavam dentro de suas atribuições como colunista.
Uma cláusula do acordo permite que os funcionários submetam disputas ao tribunal.
Na carta de demissão, o Washington Post escreveu que as publicações de Attiah sobre Kirk haviam prejudicado a integridade da organização e violado normas que exigem que os funcionários usem as redes sociais com civilidade e respeito.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.