A revista britânica "The Economist" repercutiu nesta quinta-feira (9) os últimos episódios da crise institucional do Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que o STF passou a ser uma "ameaça" à democracia.
- Pior crise desde a redemocratização': como imprensa internacional noticiou novo capítulo da guerra no STF.
A revista descreve a crise no Supremo como uma disfunção institucional que está minando a confiança nas instituições do país e aponta para o desgaste da Corte às vésperas das eleições de outubro.
Em meio à crise sem precedentes no Supremo, Fachin fala em dar resposta firme.
A The Economist também destacou as relações entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado por suspeitas de fraude e compra de influência. A revista se referiu ao banqueiro, preso desde março deste ano, como um “playboy” e o “maior fraudador da história do Brasil”.
O editorial citou os contratos envolvendo o escritório da mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes, e as mensagens trocadas entre o jurista e Vorcaro antes da prisão do empresário.
O inquérito das fake news também ganhou destaque. A derrubada de contas de perfis bolsonaristas foi definida pelo veículo como “decisões questionáveis”. A revista também criticou o fato de Moraes “estar comprometido no caso porque acumulava os papéis de vítima, acusador e juiz”.
Ainda assim, o texto destaca que os avanços do ministro foram “deixados de lado” diante de uma “ameaça maior”, em referência à tentativa de golpe de Estado planejada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados.
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