Socorristas e voluntários colombianos resgataram com vida, na noite de terça-feira (13), uma mulher de 32 anos que estava sob os escombros de um prédio que desabou após o terremoto que atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10).
Daniela Largo passou mais de 35 horas sob as ruínas de um hotel e foi retirada em uma maca dos escombros, em meio a gritos e aplausos de familiares e outras pessoas presentes.
As equipes de emergência procuram mais sobreviventes do tremor, o mais forte registrado no país neste século.
O terremoto sacudiu várias cidades da região cafeeira colombiana, na costa do Pacífico. Embora o governo de Abelardo de la Espriella, empossado na Presidência na última sexta-feira (7), tenha criado um comitê unificado para gestão da crise, não há um relatório nacional padronizado com atualizações constantes do número de mortos.
Agências de notícias como Reuters e AFP somam os óbitos a partir de declarações de governos locais, assim como a imprensa local —os números variam de 200 a mais de 250.
O relatório mais recente divulgado pela Asocapitales, associação de capitais de departamentos do país, fala em 180 mortes e 222 desaparecidos.
Nesta quarta-feira, o governo de Espriella decretou três dias de luto.
No momento em que estávamos perdendo as esperanças, recebemos uma ligação", disse à AFP a mãe de Daniela, Sandra Milena Pérez, em Pereira. Ela explicou que um vizinho ouviu gritos de socorro e chamou voluntários e socorristas profissionais para tentar salvar Daniela.
Em Pereira e Cali, as famílias dormem nos parques com medo dos tremores secundários. Quadras inteiras foram reduzidas a escombros. "Com as mãos, com luvas, trabalhamos.
É triste ver que o tempo está passando para encontrar gente com vida", disse Pablo César Ruiz, voluntário em Cali.
Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo.
Beatriz Arcos ficou presa por quase uma hora sob os escombros de seu apartamento, em Cali. Uma parede desabou sobre ela, que foi atendida no hospital e voltou para ver o que restou do prédio de três andares onde morava.
As equipes de emergência trabalhavam com guindastes, cães e máquinas, enquanto voluntários formavam correntes humanas para remover os escombros manualmente.
Várias instalações hospitalares foram danificadas e muitos pacientes foram atendidos na calçada. As escolas públicas não abriram.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.