Veja o momento que terremoto de magnitude 7,1 atinge o Japão.
Japão, Venezuela, Colômbia. No último mês e meio, o mundo presenciou três fortes terremotos que causaram mortes e muitos danos.
Todos os tremores tiveram mais de 7,0 de magnitude, considerado muito forte, apesar de que o rastro de destruição variou em cada país de acordo com a profundidade, a localização e de quanto a infraestrutura local é preparada para terremotos.
Veja, abaixo, pontos de comparação entre os dois treColmores.
Colômbia: um único tremor de magitude 7,4, segundo a Agência Geológica da Colômbia; Japão: um único tremor de magnitude 7,1, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA); Venezuela: 7,2 no primeiro tremor e 7,5 no segundo, que ocorreu segundos depois do primeiro e foi o mais forte dos dois.
Profundidade (que influencia se o tremor será mais ou menos sentido em solo).
Colômbia: 110 km — o mais profundo de todos; Japão: 10 km; Venezuela: 20,3 km no primeiro tremor e 10 km no segundo.
Colômbia: epicentro em terra, na região de Chocó, no oeste do país, a Japão: epicentro em terra, próximo às cidades de Kumamoto e Uki, na ilha de Kyushu. Venezuela: epicentros também em terra, no estado de Yaracuy, mas na região centro-norte próxima à costa.
Um mês após terremotos, Venezuela admite até 10 mil mortos e tem relatos de 30 mil desaparecidosVIDEOS E FOTOS: Veja destruição causada pelo terremoto no sul do Japão.
Colômbia: Até a última atualização desta reportagem, autoridades colombianas haviam contabilizado 233 mortos em decorrência do terremoto; Japão: 25 pessoas morreram por conta do terremoto no Japão, a maioria sob escombros do shopping Aeon Mall, que desabou parcialmente.
Venezuela: segundo o último balanço oficial, mais de 6,3 mil pessoas morreram.
Colômbia: mais de 570, segundo autoridades; Japão: 50 pessoas foram hospitalizadas; Venezuela: 16. 740 feridos, segundo o balanço oficial.
Colômbia: Mais de 3 mil, de acordo com a agência de notícias Associated Press. Japão: A emissora NHK chegou a contabilizar entre 20 a 30 trabalhadores desaparecidos no shopping.
Dias depois, autoridades aunciaram que todos foram resgatados. Venezuela: as autoridades evitam divulgar um número oficial, mas a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que possam chegar a 50 mil.
Preparação de cada país para terremotos.
Colômbia: Habituada a tremores por estar situada no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, a Colômbia tem um código de construção antiterremoto para prédios. No entanto, autoridades começaram a investigar se o código não está sendo seguido, por conta do número de edifícios danificados ou até derrubados pelo terremoto.
O que se sabe é que os tremores habituais na Colômbia são bem menores que o registrado na segunda-feira (10). Japão: O país é referência mundial em prevenção e, por isso, tem códigos de construção antissísmicos rígidos, sistemas de alerta precoce, simulados frequentes e resposta governamental imediata.
É raro que prédios sejam esrtuturalmente danificados. O último tremor, no entanto, fez o teto de um shopping e de uma fábrica desabarem parcialmente. Venezuela: o cenário é oposto do Japão.
Muitos prédios em La Guaira — onde ocorreu o epicentro — e Caracas não foram construídos segundo normas sísmicas modernas, o que provocou colapsos generalizados.
A resposta do governo foi criticada como lenta e ineficiente, e famílias chegaram a buscar vítimas nos escombros com as próprias mãos, por falta de maquinário pesado.
Em números
- Colômbia: 110 km — o mais profundo de todos; Japão: 10 km; Venezue
- La: 20,3 km no primeiro tremor e 10 km no segundo
- Um mês após terremotos, Venezuela admite até 10 mil mortos e tem relatos de 30 mil desaparecidosVIDEO
- Venezuela: segundo o último balanço oficial, mais de 6,3 mil pessoas morreram
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.