Quando uma pequena multidão se reunir no memorial do 11 de setembro nesta sexta-feira, no sul de Manhattan, pela primeira vez, um sétimo sino será ouvido. Os seis primeiros marcam a hora exata, há 25 anos, da queda dos 4 aviões e do desabamento das duas torres.
Cada toque de sino é sucedido pela leitura solene dos nomes das 2977 vítimas e o sétimo toque vai relembrar milhares de mortos por suicídio, câncer e outras doenças associadas ao ar tóxico na área dos escombros.
Estima-se que mais 5. 000 pessoas morreram de problemas de saúde decorrentes do trabalho de resgate e por morar na vizinhança dos escombros.
Nesta semana, o prefeito Zohran Mamdani determinou a liberação online de 170 mil documentos oficiais relacionados à qualidade do ar na região mantidos fora do alcance das vítimas e suas famílias que buscavam indenização e socorro médico.
As revelações não são o único episódio de sal na ferida aberta do pior ataque terrorista em solo americano. Pela primeira vez, um presidente em exercício do mandato se recusa a comparecer à cerimônia em Manhattan.
O vice-presidente J. D. Vance vai se juntar aos ex-presidentes Clinton, Bush, Obama e Biden na homenagem que é marcada pelo silêncio —é proibido discursar.
Mas nem a dimensão do luto com a tragédia comove certos políticos ou induz à compostura. O ex-prefeito Rudolph Giuliani, que governava a cidade no dia do ataque e foi indultado pelo presidente Donald Trump pelo crime de tentar roubar a eleição de Joe Biden em 2020, lidera uma campanha na mídia para banir a presença do prefeito Mamdani na cerimônia.
Acertou quem adivinhou que o argumento de Giuliani se resume ao fato de que Mamdani é muçulmano.
Em números
- Nesta semana, o prefeito Zohran Mamdani determinou a liberação online de 170 mil documentos oficiais relacionados à qualidade do a
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…