Ir para o conteúdo
Mundo Revisado por ULTRA AI

Presidente da Colômbia revoga decreto que restringia porte de armas

Medida muda regra que estava em vigor há mais de 10 anos; ultradireitista assumiu com bandeira linha-dura

3 min de leitura
Mundo — imagem padrão

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, revogou o decreto que restringia o porte de armas no país há mais de dez anos sob os argumentos de que as regras vigentes não teriam impedido criminosos de acessarem armamento ilegal e de que a população tem direito a se defender.

Durante a campanha, disse que ia revogar a suspensão de licenças para o porte de armas", afirmou ele nesta terça-feira (8) em um vídeo repleto de cenas de roubos publicado na sua conta no X.

Estou feliz de assinar este decreto. Já era hora de devolver a possibilidade a nossos cidadãos de bem de se defenderem.

No cargo há pouco mais de um mês, o ultradireitista venceu o segundo turno das eleições presidenciais em junho deste ano com a promessa de endurecer o combate ao crime —o que ressoou nos eleitores, que viram o número de sequestros no país mais do que dobrar em 2025 em comparação ao ano anterior.

Para cumprir a proposta de flexibilização das regras relacionadas a armamento, Espriella suspendeu o decreto 1. 482, assinado em dezembro de 2025 para proibir por um ano o porte de armas fora de locais autorizados.

A regra estava em vigor desde 2015, quando Juan Manuel Santos assinou o primeiro decreto que suspendia o porte por um ano com base em evidências de que carregar uma arma aumentava a violência.

Antes disso, era possível conseguir uma permissão para portar armas após comprovar a autoridades idoneidade física e mental.

Desde então, os sucessores de Santos, Iván Duque e Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da Colômbia, vinham renovando a proibição. Agora, o novo decreto determina que "o direito de portar arma de fogo será limitado à arma ou às armas especificamente amparadas pela respectiva autorização e às condições nela estabelecidas.

Ao justificar a medida em sua conta no X, Espriella afirmou que "a verdadeira ameaça" não está no porte legal de armas. "Entre 1º de janeiro e 3 de setembro, nossa Força Pública apreendeu 15,7 mil armas de fogo.

Destas, 14. 179 estavam ligadas à prática de crimes", disse. "Vamos confiscar as armas ilegais dos criminosos.

De acordo com o Small Arms Survey, uma organização sediada em Genebra, a Colômbia tinha 10,1 armas por habitante em 2017, a pesquisa mais recente. O resultado a colocava na sétima posição no ranking dos 12 países da América do Sul —para comparação, o Brasil tinha 8,3 armas per capita, e o Uruguai, no topo da lista, tinha 34,7.

Em números

  • Entre 1º de janeiro e 3 de setembro, nossa Força Pública apreendeu 15,7 mil armas de fogo

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Fontes consultadas

  • Folha Mundolink

Leia também

Mais em Mundo