Antirretroviral encontra-se em estudo clínico; com acordos para produção local, incluindo parceria com Fiocruz, empresa busca ampliar adesão e garantir acesso universal em países de baixa e média rendas; especialistas destacam que preços acessíveis e distribuição rápida serão decisivos para acelerar o combate à Aids até 2030.
Em fase final de testes clínicos, uma nova alternativa promissora de profilaxia pré-exposição, Prep, se aprovada, poderá proteger contra o vírus HIV sem a necessidade de comprimidos diários.
Administrada mensalmente em dose única, o medicamento conta com acordos voluntários de licenciamento firmados entre o grupo farmacêutico Merck Sharp & Dohmeé, MSD, e fabricantes de medicamentos genéricos.
O objetivo é garantir a produção local e acelerar a distribuição nos países em desenvolvimento.
Atualmente a Prep é um método de prevenção que, para a sua eficácia, exige o consumo de dois antirretrovirais por dia. O novo medicamento, uma vez ao mês, busca ampliar a adesão da população mundial, oferecendo mais flexibilidade para diferentes perfis de usuários.
O alimatravir, ou MK-8527, age no organismo impedindo a replicação do vírus HIV. Na fase 3 dos estudos, o novo comprimido terá sua eficácia testada em um grande grupo de voluntários, incluindo centros de pesquisas brasileiros.
Os acordos de licenciamento firmados pela MSD incluem a parceria com a Fundação Oswaldo Cruz, no Brasil, e três empresas no continente africano: Aspen Pharmacare, na África do Sul; Quality Chemicals Industries, em Uganda; e a Universal Corporation, no Quênia.
Segundo a MSD, mais de mais de 100 mil pessoas utilizam a Prep no Brasil por meio do Sistema Único de Saúde, SUS, e a colaboração visa permitir que as novas tecnologias cheguem no país e em toda a América Latina.
A vice-diretora executiva Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, Unaids, Angeli Achrekar, ressalta a necessidade do medicamento ser disponibilizado a preços acessíveis e em larga escala para países de baixa e média renda desde o primeiro dia de sua aprovação.
De acordo com a agência, no ano passado, cerca de 1,2 milhão de pessoas foram diagnosticadas com HIV e 570 mil morreram por complicações relacionadas à Aids.
Os números pioram entre jovens mulheres da África Subsaariana, onde cerca de 3,1 mil adolescentes e mulheres jovens são infectadas pelo vírus semanalmente.
O Unaids enfatiza que a inovação científica só cumprirá o seu papel se chegar rapidamente a quem mais precisa.
A ampliação dos métodos de prevenção ao HIV, unindo a tradicional prep diária, remédios injetáveis de longa duração e a nova opção de pílula mensal, alinha-se à Declaração Política sobre HIV e Aids aprovada na ONU.
O objetivo das Nações Unidas é erradicar a Aids como ameaça à saúde pública até o ano de 2030.
O Unaids recomenda o trabalho conjunto entre governos, empresas farmacêuticas e parceiros globais na remoção de barreiras burocráticas, garantindo o financiamento sustentável e preços acessíveis.
Em números
- Segundo a MSD, mais de mais de 100 mil pessoas utilizam a Prep no Brasil por meio do Sis
- De acordo com a agência, no ano passado, cerca de 1,2 milhão de pessoas foram diagnosticadas com HIV e 570 mil
- Os números pioram entre jovens mulheres da África Subsaariana, onde cerca de 3,1 mil adolescentes e mulheres jovens são infectadas pel
Fontes
Informação baseada em material público de ONU News, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.