O governo de Donald Trump planeja revogar os vistos de estrangeiros que foram temporariamente aos Estados Unidos a turismo ou a negócios, mas buscaram estender a permanência no país ao pedir asilo.
O Departamento de Estado começou a revisar esses documentos, e os cancelamentos devem ocorrer em etapas. A medida pode afetar até 200 mil titulares de vistos no país e solicitantes de asilo.
Sob a liderança do presidente Donald Trump e do secretário Marco Rubio, estamos deixando claro que o visto é um privilégio —não um direito", escreveu Tommy Pigott, porta-voz do Departamento de Estado, em comunicado.
Ele acrescentou que o órgão está trabalhando em conjunto com o Departamento de Segurança Interna "para identificar e revogar os vistos de estrangeiros que chegaram aos EUA alegando ser visitantes de curta duração, mas depois solicitam asilo para permanecer no país em caráter definitivo.
Esses tipos de visto são emitidos com o entendimento claro de que se destinam a pessoas que retornarão ao seu país de origem", disse Pigott.
Impedir que a maioria dos estrangeiros permaneça ou imigre para o país é um objetivo do presidente Donald Trump e de seus apoiadores.
Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo.
O Departamento de Segurança Interna suspendeu o processamento e a análise dos pedidos de asilo, embora um juiz federal tenha determinado que o governo deve examinar essas solicitações.
Os cidadãos estrangeiros que são alvo do Departamento de Estado nesses casos entraram nos EUA com os chamados vistos B1 ou B2, concedidos para estadas de curta duração a turismo, negócios ou trabalho.
A agência de notícias Associated Press já havia noticiado a nova iniciativa para revogar um número significativo de documentos. "O número de revogações permanecerá dinâmico e ocorrerá de forma contínua", afirmou Pigott.
Na sexta-feira (21), uma juíza federal em Nova York derrubou as medidas da Casa Branca para suspender a emissão de vistos a pessoas que solicitam o documento em 75 países, muitos deles na África, na Ásia e na América Latina.
A juíza Jeannette A. Vargas afirmou que a principal justificativa de Rubio e de seu departamento —com base na ideia de que muitos cidadãos estrangeiros desses países dependeriam de assistência de Washington— não tinha fundamento jurídico.
A decisão não tratou especificamente do novo critério de encargo público adotado pelo departamento para vistos de imigrante.
A ameaça de revogar os vistos de solicitantes de asilo foi a mais recente mudança na forma como o governo lida com os vistos.
Em paralelo, o Departamento de Estado também informou às embaixadas e aos consulados, na segunda-feira (24), que todas as entrevistas para obtenção de visto deverão ser remarcadas até que os agentes consulares concluam treinamentos sobre uma política mais restritiva.
Na maioria das representações diplomáticas, as sessões devem ocorrer nesta semana.
Em números
- A medida pode afetar até 200 mil titulares de vistos no país e solicitantes de asi
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.