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Cientista francês testa nanopartículas para melhorar ação da imunoterapia contra o câncer

Como melhorar a eficácia da imunoterapia contra o câncer? Esse é o desafio do pesquisador francês Alexandre Detappe, diretor do Laboratório de Nanomedicina do I

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Cientista francês testa nanopartículas para melhorar ação da imunoterapia contra o câncer

Como melhorar a eficácia da imunoterapia contra o câncer? Esse é o desafio do pesquisador francês Alexandre Detappe, diretor do Laboratório de Nanomedicina do Instituto Gustave Roussy, o maior centro de combate ao câncer da Europa, localizado em Villejuif, nos arredores de Paris.

Em seu estudo, ele busca desenvolver nanopartículas capazes de ajudar o sistema imunológico a combater a doença.

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Após alguns anos nos Estados Unidos, onde passou por instituições como o Dana-Farber Cancer Institute, em Boston, Alexandre Detappe desenvolveu um projeto com uma equipe do MIT (Massachusetts Institute of Technology) que utiliza nanopartículas para transportar medicamentos.

A equipe incorporava anticorpos e proteínas à superfície dos materiais para que reconhecessem as células tumorais.

O foco inicial dos estudos é a atividade celular de um subtipo de câncer de mama conhecido como HER-2 positivo. Este tipo de doença é caracterizado por uma quantidade excessiva da proteína HER2 e considerado mais agressivo.

A eficácia da imunoterapia ainda permanece limitada em muitos tumores sólidos. As duas principais dificuldades são atrair uma quantidade suficiente de células imunitárias para o local do tumor e fazer com que elas permaneçam ativas por longos períodos, o que exige uma carga maior de medicamentos e aumenta o risco de efeitos colaterais.

Nesse contexto, as nanopartículas funcionam como uma espécie de cavalo de Troia mais sofisticado, levando as moléculas terapêuticas de forma mais eficaz e estratégica, eliminando esses dois obstáculos.

As nanopartículas medem entre 60 e 100 nanômetros e são formadas por gordura, colesterol e cadeias de polímeros sintéticos utilizados em diversos produtos, como xampus, por exemplo.

Elas são cerca de 10 mil vezes menores que um fio de cabelo.

A título de comparação, os anticorpos incorporados à sua superfície têm cerca de 10 nanômetros. “É como uma emulsão com gotículas finas, estabilizada por um polímero chamado PLGA.

A ideia é criar esferas minúsculas, com esses anticorpos na superfície, adicionando o princípio ativo, ou seja, a molécula terapêutica que nos interessa”, explica Detappe.

O PLGA, sigla para poliácido láctico-co-glicólico, é um polímero biodegradável e biocompatível utilizado em medicina e farmacologia.

A grande questão agora, diz o cientista francês, é confirmar a possibilidade de inserir essa nanopartícula na interface entre a célula tumoral e a imunológica. Sua função seria criar uma ponte de reconhecimento entre as duas células, ativando ao mesmo tempo a resposta imunitária que combaterá o tumor.

De acordo com o cientista, é possível fabricar rapidamente uma nanopartícula personalizada na plataforma criada pelo laboratório do instituto francês, tecnologia que poderá futuramente ser aplicada a outros tipos de câncer.

Após a validação da prova de conceito, o objetivo de Alexandre é buscar novos financiamentos europeus para realizar testes clínicos e viabilizar o uso desse meio de transporte biológico inovador como aliada das imunoterapias contra tumores malignos, em um futuro possivelmente próximo.

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Em números

  • Elas são cerca de 10 mil vezes menores que um fio de cabelo

Fontes

Informação baseada em material público de RFI Português, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • RFI Portuguêslink

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