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Após vitória histórica em eleições regionais, direita radical alemã busca apoio para formar governo na

O partido de direita radical tenta formar um governo no Estado após ficar a três cadeiras de uma maioria.

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Após vitória histórica em eleições regionais, direita radical alemã busca apoio para formar governo na

O partido de direita radical Alternativa para a Alemanha (AfD) está "muito, muito perto" de chegar ao poder, disse à BBC a vice-líder parlamentar do partido, após uma vitória histórica nas eleições do Estado da Saxônia-Anhalt, no leste do país.

  • ANÁLISE: Merz amarga revés de proporções catastróficas com vitória da extrema direita na Saxônia-Anhalt.
  • Merz se diz 'profundamente chocado' após vitória da AfD.
  • O dilema da Europa após direita radical na Alemanha obter vitória estadual inédita desde a 2ª Guerra.
  • Extrema direita AfD conquista vitória histórica em eleição regional alemã.
  • Como memórias da guerra e do passado nazista estão no centro de disputa eleitoral na Alemanha.
  • Alemanha cria mecanismo de busca para saber se ancestrais eram nazistas.
  • Como a ameaça da Rússia forçou a Alemanha a enfrentar tabu sobre forças militares.

Os resultados preliminares de domingo (6) mostram que o partido ficou a três cadeiras de conquistar a maioria absoluta, com 43,8% dos votos. Agora, busca o apoio de outros partidos ou de parlamentares individuais para conseguir governar.

Embora a maioria dos partidos políticos alemães se recuse a trabalhar com a AfD, Beatrix von Storch pediu que seus adversários entrem em negociações com o partido.

Você não pode dizer que não aceita o voto do povo", afirmou.

O chanceler alemão Friedrich Merz disse estar "profundamente chocado" com o resultado, que classificou como "sísmico". "Não apenas no país, mas também dentro do meu próprio partido político, e levo isso muito a sério", afirmou.

Vitória de partido de extrema-direita na Alemanha preocupa Europa.

Seu partido, a conservadora União Democrata-Cristã (CDU), viu sua parcela dos votos praticamente cair pela metade, para 17,2%, segundo os resultados preliminares no estado.

Merz afirmou que não era possível voltar ao "normal", acrescentando que o país precisava de "reformas profundas" e que a CDU precisava "alcançar as pessoas em um nível emocional.

Nenhum partido da direita radical controla um estado alemão desde a Segunda Guerra Mundial, e governar em nível estadual daria à AfD poder sobre áreas como segurança pública e educação local.

Ela acrescentou que, se os partidos se recusassem a trabalhar com a AfD, "poderíamos acabar em um caos grave e talvez ter uma nova eleição.

Os comentários foram reforçados pelo líder da AfD na Saxônia-Anhalt, Ulrich Siegmund, que disse em uma entrevista coletiva nesta segunda-feira (7) que o partido havia recebido um "mandato claro para governar.

O governador derrotado do Estado, o integrante da CDU Sven Schulze, também afirmou que o mandato para governar a Saxônia-Anhalt "agora está nas mãos da AfD.

A Saxônia-Anhalt tem uma população pequena, de 2,1 milhões de habitantes, e a AfD no estado é classificada pelo serviço de inteligência doméstica alemão como "extremista de direita.

Siegmund, de 35 anos, rejeita essa classificação.

Os planos do partido para a Saxônia-Anhalt, que incluem separar crianças refugiadas em turmas especiais e criar uma força-tarefa para ajudar a deter e deportar migrantes que já não têm direito de permanecer no Estado, são altamente controversos na Alemanha.

A AfD deve ficar com 39 das 83 cadeiras do parlamento estadual, em vez das 42 necessárias para obter maioria absoluta, embora o resultado ainda não tenha sido finalizado.

Von Storch disse à BBC que a AfD estava conversando com integrantes da bancada da CDU — o maior partido tanto da coalizão que deixa o governo estadual quanto do governo alemão — porque eles estavam "muito, muito insatisfeitos com seu próprio partido.

Uma das possibilidades discutidas é um acordo informal pelo qual um pequeno partido, o BSW, daria apoio tácito para permitir que a AfD formasse um governo minoritário.

O BSW, partido populista de esquerda que deve conquistar cinco cadeiras, também adota uma linha dura em relação à imigração e defende a importação de gás russo.

Siegmund afirmou que as conversas com outros partidos começaram na noite de domingo e que poderiam levar dias ou semanas.

Primeiro, entramos em contato com todos, vamos realizar consultas e então veremos se há grupos parlamentares ou deputados individuais dispostos a nos ajudar", acrescentou.

Outra possibilidade, pelo menos em teoria, é um complicado governo de coalizão minoritário liderado pela conservadora CDU. Mas isso parece muito improvável.

Também existe a possibilidade de uma nova eleição para romper o impasse — uma ideia levantada por Siegmund, que afirmou não querer abrir mão de seus objetivos políticos.

A AfD lidera as pesquisas de intenção de voto em âmbito nacional, à frente dos conservadores de Merz, que estão no governo, e dos social-democratas. Seu principal reduto, porém, está nos estados do leste.

O partido também venceu a eleição estadual de 2024 na vizinha Turíngia, mas não conseguiu cadeiras suficientes para chegar ao poder.

Merz classificou a derrota na Saxônia-Anhalt como a pior sofrida pela CDU "em anos, se não décadas", reconhecendo que os resultados das próximas eleições estaduais em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e Berlim poderiam ganhar "importância cada vez maior.

Entre as políticas defendidas pela AfD está um plano altamente controverso de "remigração", termo amplamente entendido como uma referência à deportação em massa de migrantes, embora o partido afirme que ele se refere à deportação de criminosos e de pessoas que estão ilegalmente no país.

Comentaristas e adversários políticos classificaram a vitória da AfD como um divisor de águas e uma ruptura com o passado.

Isso não diz respeito apenas à Saxônia-Anhalt", disse Siegmund a apoiadores durante a noite. "É um sinal para toda a Alemanha: um sinal de autoconfiança.

No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou uma captura de tela das projeções de resultado do estado em sua plataforma Truth Social. Em seguida, o enviado presidencial russo Kirill Dmitriev fez uma captura da publicação de Trump e elogiou uma "vitória histórica para a pragmática AfD.

Dmitriev já havia elogiado a AfD, favorável à Rússia, como "o partido da esperança e da razão, da cooperação, da verdade e da esperança para a Alemanha". Antes da eleição federal alemã do ano passado, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, declarou apoio ao partido — atitude criticada na Alemanha como interferência política.

O primeiro-ministro polonês de centro-direita, Donald Tusk, viu o resultado de maneira muito diferente e afirmou que "na Polônia, apenas idiotas e traidores podem se alegrar com o triunfo da AfD.

Questionada sobre as pessoas que manifestaram temor diante da possibilidade de a direita radical chegar ao poder no estado, a vice-líder parlamentar Beatrix von Storch disse à BBC que os apoiadores do partido tinham medo de "perder nossa economia, têm medo de perder nossa segurança interna.

Ela afirmou que eleitores conservadores estavam migrando para partidos políticos alternativos porque não estavam sendo ouvidos.

Ela acrescentou que os críticos do partido deveriam "acordar e perceber o que aconteceu em vários outros países europeus... Os partidos conservadores vão desaparecer do cenário, como aconteceu na Itália, como está prestes a acontecer no Reino Unido e como também pode acontecer na França.

Em números

  • A Saxônia-Anhalt tem uma população pequena, de 2,1 milhões de habitantes, e a AfD no estado é classificada p

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