Dois homens observam um pequeno prédio quase todo destruído. Um deles, Antoni David, 26, entra no local. Algum tempo depois, o outro faz o mesmo, usando um capacete de moto como forma de proteção.
Do lado de fora, outro homem se espreme entre destroços e uma placa de concreto caída; tem, em mãos, um pequeno serrote. São catadores de escombros, alguns atrás de metais, outros, de objetos que possam ter valor.
No prédio em questão, o primeiro andar desapareceu. O piso do segundo foi projetado para frente e se arqueou; as bordas em contato com o chão formaram uma espécie de passagem triangular para o térreo.
Há destroços em todo o entorno e dentro do edifício, que abrigava um comércio.
O homem de capacete sobe em uma pilastra caída com rachaduras, que sustentava o primeiro andar. Antoni sai com um macaco para motos e baterias.
Cenas semelhantes a essa e outras de homens arrastando metais se espalham por Pereira, na Colômbia, uma das cidades mais afetadas pelo forte terremoto que atingiu o país na última segunda-feira (10).
Informações de sexta-feira (14) apontam 94 mortos somente na cidade e 140 mil afetados —cerca de 29% dos habitantes do município. A última atualização relativa ao país todo contabiliza 294 mortos e quase 4.
Em outro ponto de Pereira, na quarta-feira (12), enquanto uma operação de resgate ocorria em meio aos escombros de um prédio, dois homens separavam metais entre pedaços de concreto, móveis destruídos e roupas espalhadas pela rua.
Em números
- Informações de sexta-feira (14) apontam 94 mortos somente na cidade e 140 mil afetados —cerca de 29
- A última atualização relativa ao país todo contabiliza 294 mortos e quase 4
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.