A UTI do Hospital Cassems de Ponta Porã recebeu o selo UTI Top Performance, certificação nacional.
A certificação avalia mortalidade padronizada e uso de recursos, comparando com outras UTIs do país.
A unidade de Ponta Porã foi reconhecida pelos melhores resultados nessa comparação nacional.
A descentralização da alta complexidade para cidades do interior reduz riscos de transferência de pacientes.
O selo é resultado do esforço conjunto das equipes médicas e de apoio da unidade, segundo Ricardo Ayache.
O Hospital Cassems atende beneficiários do plano de saúde dos servidores públicos estaduais e seus dependentes.
A certificação não avalia estrutura física, número de leitos, tempo de espera ou satisfação do paciente.
0x A UTI do Hospital Cassems de Ponta Porã foi agraciada com o selo UTI Top Performance, uma certificação nacional que compara o desempenho de unidades de terapia intensiva em todo o país, destacando a importância da descentralização da alta complexidade.
A UTI do Hospital Cassems de Ponta Porã recebeu na última quinta-feira (20) o selo UTI Top Performance, certificação concedida pela Epimed Solutions em parceria com a Associação de Medicina Intensiva Brasileira, que compara o desempenho de unidades de terapia intensiva de todo o país.
O que a certificação mede, na prática, são dois indicadores. O primeiro é a mortalidade padronizada, que confronta as mortes ocorridas com as que seriam esperadas para pacientes daquela gravidade, de modo que uma UTI não seja penalizada por receber casos mais difíceis.
O segundo é o uso de recursos, que compara tempo de internação e consumo com o previsto para aquele perfil.
A faixa Top Performance é reservada às unidades com os melhores resultados nessa comparação nacional.
Por que isso importa numa cidade de fronteira.
Ponta Porã fica a mais de 300 quilômetros de Campo Grande. Para o paciente em estado grave, essa distância não é detalhe logístico: transferência de paciente crítico envolve risco, tempo e disponibilidade de vaga na capital.
Uma UTI que resolve o caso na própria cidade reduz a necessidade dessas remoções. É esse o argumento da Cassems ao defender a descentralização da alta complexidade, historicamente concentrada nas capitais.
O que o selo mede, e o que ele não diz.
Mortalidade padronizada: não é o número bruto de mortes. É a comparação entre as mortes que aconteceram e as que seriam esperadas para pacientes daquela gravidade.
Uma UTI que recebe casos mais graves não é penalizada por isso.
Uso de recursos padronizado: compara os dias de internação e o consumo de recursos observados com o previsto para aquele perfil de paciente. Internação mais curta, com o mesmo resultado, indica eficiência.
Benchmarking: comparação sistemática entre unidades a partir dos mesmos indicadores. Serve para uma UTI saber onde está em relação às outras.
Medicina intensiva: especialidade que cuida do paciente em risco de falência de órgãos, com monitoramento contínuo e suporte artificial de funções vitais.
Alta complexidade: nível de atendimento que exige tecnologia cara e equipe especializada, historicamente concentrado nas capitais.
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Fontes
Informação baseada em material público de A Crítica, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.