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Mato Grosso do Sul Revisado por ULTRA AI

Centro-Oeste puxa a adoção de criptomoedas no país, e o agro é apontado como motor

Adoção de criptomoedas dispara no Centro-Oeste, impulsionada pelo agronegócio, revela pesquisa Datafolha. O levantamento aponta que 17,2% dos brasileiros já inv

5 min de leitura
Centro-Oeste puxa a adoção de criptomoedas no país, e o agro é apontado como motor

Centro-Oeste lidera crescimento na adoção de criptomoedas no Brasil, impulsionado pelo agronegócio.

No país, 17,2% da população já possuiu ou possui ativos digitais, e 66,4% conhecem o assunto.

Preocupações com aumento de impostos e confisco de dinheiro são maiores no Centro-Oeste.

Bancos se tornaram a principal porta de entrada para compra de cripto, usados por 83% dos investidores.

Adoção de criptoativos se expandiu entre pessoas de menor renda e com ensino fundamental.

Pesquisa foi realizada pelo Datafolha para a Paradigma Education, com 2. 004 entrevistados em maio de 2026.

0x Pesquisa Datafolha aponta que 17,2% dos brasileiros têm ou já tiveram ativos digitais. O Centro-Oeste é a região onde a adoção de criptomoedas mais cresce no Brasil, e o motor apontado pelo levantamento é o agronegócio.

O dado está na segunda Pesquisa Nacional de Criptomoedas, feita pelo Datafolha para a Paradigma Education em maio deste ano.

No país, 17,2% da população, cerca de 29 milhões de pessoas, tem ou já teve algum ativo digital. E dois em cada três brasileiros, 66,4%, dizem conhecer o assunto, alta de 10,1 pontos percentuais em um ano.

Os números regionais dizem tanto sobre economia quanto sobre memória. O Centro-Oeste lidera duas preocupações no país: o aumento de impostos, citado por 37% dos entrevistados, e um novo confisco do dinheiro guardado, mencionado por 29,3%.

O segundo item é referência ao bloqueio de contas e aplicações determinado em 1990, no Plano Collor. Trinta e seis anos depois, quase um terço dos entrevistados da região ainda coloca a hipótese entre suas maiores inquietações financeiras.

No Sudeste, a preocupação predominante é outra: a inflação, apontada por 43,1%.

A pesquisa mostra que o caminho para comprar cripto deixou de ser o nicho técnico. Entre os investidores, 83% usam o aplicativo do próprio banco, numa pergunta de resposta múltipla.

Carteira própria aparece com 26% e corretoras especializadas, com 20%.

Entre quem conhece o assunto mas nunca investiu, as barreiras continuam sendo a complexidade de uso, citada por 77%, e a falta de informação, por 42%.

O levantamento também registra que o maior crescimento de conhecimento sobre o tema nos últimos 15 meses aconteceu entre pessoas com ensino fundamental, e que a adoção se expandiu entre brasileiros de menor renda.

Para Fabio Plein, diretor regional da Coinbase para as Américas, o mercado brasileiro amadurece. “O futuro das finanças está sendo construído através de pagamentos com stablecoins e da tokenização do sistema financeiro”, afirmou.

Samir Kerbage, da Hashdex, diz que o setor deixa de ser nicho. “O aumento do conhecimento sobre criptoativos, a expansão da adoção entre diferentes perfis de renda e o avanço das aplicações no dia a dia mostram que o setor está deixando de ser um nicho para se consolidar como parte da realidade financeira dos brasileiros.”.

Vale o registro: a pesquisa foi patrocinada por empresas e por associação do próprio mercado de criptoativos. A aplicação ficou com o Datafolha, mas as perguntas que entram em um levantamento são escolha de quem o encomenda.

Foram 2. 004 entrevistados em 137 municípios, em maio de 2026. O material divulgado não informa a margem de erro nem o nível de confiança do levantamento.

Não há garantia do FGC. Depósito em banco tem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos até um limite por instituição. Criptoativo não tem. Se a corretora quebrar ou for hackeada, não existe esse ressarcimento.

Ganho precisa ser declarado. Operações com criptoativos entram na declaração de imposto de renda, e há regras específicas de informação à Receita Federal.

A oscilação é parte do produto. Variações fortes de preço em curtos períodos são característica do mercado, não anomalia.

Quem pagou a pesquisa atua no setor. O levantamento teve patrocínio de empresas e de associação do próprio mercado de criptoativos. O instituto que aplicou é independente, mas o recorte do que se pergunta é escolha de quem encomenda.

Criptoativo: ativo digital registrado em uma rede descentralizada, sem banco central ou governo emitindo.

Blockchain: o registro compartilhado onde essas transações ficam gravadas, em blocos encadeados que dificultam alteração posterior.

Stablecoin: criptoativo criado para acompanhar o valor de outra moeda, quase sempre o dólar. É o tipo mais usado em pagamento e remessa, porque não oscila como o bitcoin.

Tokenização: transformar um bem real, como um imóvel, uma safra ou um contrato, em registro digital negociável.

Exchange ou corretora: plataforma onde se compra e vende criptoativo.

Carteira própria: aplicativo ou dispositivo em que a pessoa guarda os ativos sob sua própria senha. Se perder a chave de acesso, não há central de atendimento que recupere.

Confisco da poupança: referência ao bloqueio de contas e aplicações determinado em 1990, no Plano Collor, que atingiu milhões de brasileiros e permanece na memória de quem viveu o período.

SEC propõe novas regras para facilitar captação de empresas de criptoativos nos EUA.

Em números

  • No país, 17,2% da população, cerca de 29 milhões de pessoas, tem ou já teve algum ativo digital

Fontes

Informação baseada em material público de A Crítica, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • A Críticalink