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Mato Grosso do Sul Revisado por ULTRA AI

Sobrevivente de maus-tratos, filhotinha ganha nome, lar e turma de 4 patas

“Chama o delegado!”, repetia Gabriela Servantes Pereira, de 30 anos, enquanto filmava a si mesma chutando e arremessando uma shih-tzu filhote no chão. A popu...

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Sobrevivente de maus-tratos, filhotinha ganha nome, lar e turma de 4 patas

Ela acolheu shih-tzu que apanhou em vídeo nas redes sociais e que nasceu um ano após morte de “aumigo”.

Gabriela Servantes Pereira, de 30 anos, foi presa em flagrante em Aquidauana, no Mato Grosso do Sul, por maus-tratos a uma shih-tzu filhote de 50 dias após vídeo viralizar nas redes sociais.

A cachorrinha, batizada de Esther, foi acolhida pela delegada Tatiana Zyngier, que participou do resgate e deseja adotá-la. A defesa da suspeita alega vulnerabilidade psiquiátrica e possível inimputabilidade.

Já a sobrevivente da história, de apenas 50 dias, ganhou nome novo, uma casa e três “aumigos”. Esther foi acolhida pela delegada Tatiana Zyngier e Silva, que participou da operação de resgate.

A adoção ainda precisa ser formalizada. “A princípio, os animais vítimas de maus-tratos vão para adoção, mas esse caso me comoveu muito”, explicou a policial sobre a vontade de ficar com a pequena shih-tzu.

Na “nova casa”, a filhote foi recebida por uma turma formada por Charlie, Tito e Vitório, os outros três cachorros da delegada. Depois de ser vítima da violência filmada, a cachorrinha, que recebeu o nome de Esther, já dá sinais de estar feliz com o recomeço.

A ligação entre as duas ficou ainda mais forte quando Tatiana consultou a data de nascimento da shih-tzu. Esther nasceu em 21 de julho deste ano. Exatamente um ano antes, em 21 de julho de 2025, a delegada havia perdido um cachorro pelo qual era completamente apaixonada.

Questionada sobre a coincidência, Tatiana resumiu o encontro em cinco palavras: “Sorte a dela e sorte a minha”.

A violência registrada nas imagens, segundo a delegada, poderia ter provocado consequências ainda mais graves devido ao tamanho e à pouca idade da cadelinha. “Ela é muito pequenininha.

Pelo que sofreu, digo que é realmente uma sobrevivente. Ser jogada e chutada da forma como foi, eu nem preciso falar muito, porque os vídeos falam por si. A gente consegue imaginar o que ela estava sofrendo”, declarou Tatiana.

Do vídeo à prisão – As imagens foram publicadas pela própria autora das agressões em uma página no TikTok, na segunda-feira (7). Na gravação, a mulher aparece jogando a cachorrinha no chão e desferindo chutes enquanto manda que chamem um delegado para “pagar seu veterinário”.

A publicação viralizou e provocou revolta. Tatiana contou que acordou nesta quarta-feira com os vídeos no telefone e começou a receber denúncias ainda pela manhã.

A delegada atua em Anastácio e também presta atendimento em Aquidauana. Após conversar com o colega, ela colocou equipes nas ruas para procurar a mulher e a filhote.

Antes da prisão e após a repercussão negativa, Maria Gabriela publicou outro vídeo negando ter maltratado o animal, a quem chamava de Pandora. “Estou aqui com a Pandora.

Ela não está machucada. Eu não chutei minha cachorrinha. Eu postei um vídeo ontem, brincando com ela na praça, porque eu quis dizer que gosto demais dela. Estão falando que eu chutei o meu bichinho, mas eu não chutei.

Para a delegada, as equipes conseguiram intervir antes que a filhote sofresse consequências ainda piores. “Felizmente, conseguimos chegar a tempo de evitar o pior.

O que diz a defesa – Em nota oficial, a defesa de Maria Gabriela afirmou que o caso ainda está no início da apuração policial e judicial. O documento foi assinado pelo advogado Geilson da Silva Lima.

Segundo a manifestação, Maria Gabriela estaria em “situação de profunda vulnerabilidade psiquiátrica” e seria portadora de transtorno de personalidade borderline e episódio depressivo grave.

A nota acrescenta que a mulher realiza tratamento psiquiátrico e multidisciplinar no Caps II (Centro de Atenção Psicossocial) de Aquidauana e utiliza diariamente Venlafaxina, Carbonato de Lítio e Amitriptilina, medicamentos de controle especial.

A defesa afirma que apresentará o histórico médico no processo para discutir a capacidade de Maria Gabriela de compreender os próprios atos. Também menciona possível inimputabilidade ou semi-imputabilidade.

O advogado ainda invocou a presunção de inocência, a dignidade da pessoa humana e o devido processo legal. Pediu “serenidade social” diante da repercussão e afirmou que as provas e as condições físicas da cadelinha devem ser examinadas pelas autoridades responsáveis.

Como denunciar? – A mobilização que levou ao resgate começou com denúncias feitas pela população. Uma delas chegou pela aba de combate aos maus-tratos da Devir (Delegacia Virtual), plataforma da Polícia Civil na internet.

O serviço pode ser utilizado para comunicar ocorrências em qualquer município de Mato Grosso do Sul pelo endereço devir.pc.ms.gov.br.

Para denunciar, o usuário deve acessar a Devir e selecionar a aba destinada ao combate aos maus-tratos contra animais. Imagens, vídeos, endereço e outras informações que ajudem a identificar o local e os envolvidos podem acelerar a apuração.

No caso de Esther, o vídeo que registrou a violência também ajudou a localizar a suspeita e retirar a filhote da situação de risco.

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Fontes consultadas

  • Campo Grande Newslink