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Mato Grosso do Sul Revisado por ULTRA AI

IPR e Quaest chegam aos mesmos 58% de votos válidos para Eduardo Riedel

Levantamento do IPR contratado pelo Correio do Estado deixa 182 dos 784 entrevistados fora da conta dos candidatos, quase um em cada quatro, e não informa esse

9 min de leitura
Mato Grosso do Sul — imagem padrão

Duas pesquisas feitas na mesma semana por institutos diferentes, com clientes diferentes e resultados brutos diferentes, chegam ao mesmo lugar quando a conta é a que decide a eleição.

  • Eduardo Riedel (Progressistas), 44,77%, cerca de 351 entrevistados.
  • Fábio Trad (PT), 13,78%, cerca de 108.
  • Delcídio do Amaral (PRD), 7,02%, cerca de 55.
  • João Henrique Catan (Novo), 4,85%, cerca de 38.
  • Renato Gomes (DC), 2,68%, cerca de 21.
  • Lucien Rezende (PSOL), 1,91%, cerca de 15.
  • Jeferson Bezerra (Agir), 0,89%, cerca de 7.
  • Daniel Lemes (PCO), 0,89%, cerca de 7.
  • Nenhum dos citados, brancos, nulos ou indecisos, 23,21%, cerca de 182.

Nos votos válidos, o Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) põe o governador Eduardo Riedel (Progressistas) em 58,30%, e a Quaest divulgada em 25 de agosto o põe em 57,97%.

A diferença entre as duas projeções é de um terço de ponto percentual. Nenhuma das duas divulgou essa conta. A projeção de votos válidos foi feita por A Crítica a partir dos percentuais publicados por cada instituto, retirando brancos, nulos e indecisos, que é o critério da Constituição para saber se há segundo turno.

Arte de A Crítica com dados do IPR/Correio do Estado e da Quaest. Projeção de votos válidos calculada por A Crítica. A coleta foi feita de 19 a 23 de agosto, uma quarta-feira a um domingo, com 784 eleitores, margem de erro de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

Está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-05012/2026 e MS-07621/2026. Na pesquisa estimulada, quando o entrevistador apresenta a lista de nomes, Riedel aparece com 44,77% e Fábio Trad (PT) com 13,78%.

A distância entre os dois é de 30,99 pontos. O bloco de 182 pessoas que o material não mostra Somados, os oito candidatos ficam com 76,79% das respostas. Sobram 23,21%, ou cerca de 182 dos 784 entrevistados, que não escolheram nenhum deles.

Esse número não aparece em nenhum ponto do material divulgado, e é ele que sustenta a projeção de votos válidos: quanto maior o bloco retirado da conta, maior o percentual do líder.

O bloco também é maior que a soma de seis dos oito candidatos. Delcídio do Amaral (PRD), com 7,02%, João Henrique Catan (Novo), com 4,85%, Renato Gomes (DC), com 2,68%, Lucien Rezende (PSOL), com 1,91%, e Jeferson Bezerra (Agir) e Daniel Lemes (PCO), com 0,89% cada, chegam juntos a 18,24%.

A Quaest mediu esse mesmo bloco em 31%, oito pontos acima do IPR, na mesma janela de campo. É a maior divergência estrutural entre os dois levantamentos, e ainda assim as duas projeções de votos válidos praticamente coincidem, porque a vantagem de Riedel sobre os demais é grande o bastante para absorver a diferença.

Onde os dois institutos não se parecem O ponto em que as duas pesquisas mais discordam é a rejeição. O IPR registra 6,25% para Riedel, 12,37% para Delcídio do Amaral e 17,98% para Fábio Trad.

A Quaest, no mesmo período, registrou 22%, 47% e 44%. A diferença chega a quase quatro vezes no caso de Delcídio. Ela não indica erro de nenhum dos dois: rejeição não tem definição única, e cada instituto formula a pergunta de um jeito.

A Quaest pergunta apenas a quem diz conhecer o candidato, o que naturalmente eleva o índice. Na ordem, porém, os dois concordam: Riedel tem a menor rejeição entre os três nomes medidos, e Trad e Delcídio ficam acima dele nas duas pesquisas.

Na pesquisa espontânea, sem lista de nomes, o IPR dá 16,20% a Riedel e 0,38% a Delcídio. Os 0,38% correspondem a três entrevistados. O material não informa o resultado espontâneo de Fábio Trad, que é o segundo colocado na estimulada, e compara o governador com o terceiro.

A Quaest deu 18% a Riedel e 4% a Trad na mesma pergunta. Os decimais valem menos do que parecem Todos os percentuais do levantamento correspondem a números inteiros de entrevistados divididos por 784, conferidos um a um por A Crítica.

Os 44,77% de Riedel são 351 pessoas. Os 13,78% de Trad são 108. Os 0,89% de Jeferson Bezerra e de Daniel Lemes são sete pessoas cada. Os dois decimais, portanto, não indicam precisão maior: são o resultado da divisão.

Com margem de erro de 3,5 pontos, os 44,77% de Riedel podem estar entre 41,3% e 48,3%, e a mesma margem se aplica a cada linha da tabela. Isso pesa sobre a leitura da série que o material apresenta para Fábio Trad, que passa de 16,45% em abril para 15,31% em junho e 13,78% em agosto.

Cada queda é menor que a margem de erro, e a queda acumulada de 2,67 pontos em quatro meses também é. O que os números permitem dizer é que o petista não cresceu; não permitem afirmar que caiu.

O que a pesquisa não resolve Mesmo no cenário mais desfavorável dentro da margem de erro, a projeção de votos válidos de Riedel continua acima da metade. Não é isso, porém, que a pesquisa mede.

Ela é uma fotografia de 19 a 23 de agosto, feita 17 dias antes desta publicação e 42 dias antes da votação. Na Quaest de agosto, metade dos entrevistados disse que ainda podia trocar de candidato até 4 de outubro.

O IPR não divulgou pergunta equivalente. O primeiro turno é no domingo, 4 de outubro, daqui a 25 dias. Nenhum dos oito candidatos foi procurado por A Crítica para comentar os números desta pesquisa.

Ficha da pesquisa Como o levantamento do IPR foi feito Instituto Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) Contratante Correio do Estado Registro BR-05012/2026 e MS-07621/2026, na Justiça Eleitoral Coleta De 19 a 23 de agosto de 2026, de quarta-feira a domingo, 17 dias antes desta publicação Entrevistados 784 eleitores em Mato Grosso do Sul Margem 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança O que a margem de erro significa aqui Com 3,5 pontos de margem, os 44,77% de Riedel podem estar entre 41,3% e 48,3%.

Diferenças menores que 7 pontos entre dois candidatos não permitem afirmar qual está na frente. + Os oito candidatos e o que cada um marcou Pesquisa estimulada, com o percentual e o número de entrevistados correspondente, em 784.

Eduardo Riedel (Progressistas), 44,77%, cerca de 351 entrevistados Fábio Trad (PT), 13,78%, cerca de 108 Delcídio do Amaral (PRD), 7,02%, cerca de 55 João Henrique Catan (Novo), 4,85%, cerca de 38 Renato Gomes (DC), 2,68%, cerca de 21 Lucien Rezende (PSOL), 1,91%, cerca de 15 Jeferson Bezerra (Agir), 0,89%, cerca de 7 Daniel Lemes (PCO), 0,89%, cerca de 7 Nenhum dos citados, brancos, nulos ou indecisos, 23,21%, cerca de 182 O material divulgado não informa a linha final.

Ela é a diferença entre 100% e a soma dos oito candidatos, calculada por A Crítica. As siglas partidárias foram acrescentadas pela redação a partir do registro das candidaturas; o material do IPR traz sigla apenas para Riedel, Trad e Delcídio.

Entenda os termos Pesquisa estimulada: o entrevistador mostra a lista de nomes e pede que o eleitor escolha um. Pesquisa espontânea: não há lista, e o eleitor diz de memória em quem pretende votar.

Mede lembrança do nome, e sempre dá números menores. Votos válidos: a conta feita depois de tirar brancos, nulos e indecisos. É a que a Constituição usa para definir se há segundo turno, e sempre eleva o percentual do líder.

Rejeição: não há definição única. Cada instituto formula a pergunta de um jeito, e por isso o índice de dois levantamentos raramente pode ser comparado. Margem de erro: intervalo dentro do qual o resultado real deve estar.

Vale para cada número isolado, não para a diferença entre dois. [RASCUNHO – confirmar dados com a fonte primária antes de publicar] Números do levantamento conforme divulgado pelo Correio do Estado, que contratou a pesquisa.

A Crítica não teve acesso ao relatório completo depositado na Justiça Eleitoral. A conversão de percentuais em número de entrevistados e a projeção de votos válidos foram feitas por A Crítica.

O A Crítica dá espaço igual a todos os candidatos e partidos. A cobertura eleitoral segue critérios jornalísticos, sem vinculação a campanha.

Na pesquisa estimulada, quando o entrevistador apresenta a lista de nomes, Riedel aparece com 44,77% e Fábio Trad (PT) com 13,78%. A distância entre os dois é de 30,99 pontos.

O bloco de 182 pessoas que o material não mostra.

Onde os dois institutos não se parecem.

Os decimais valem menos do que parecem.

Todos os percentuais do levantamento correspondem a números inteiros de entrevistados divididos por 784, conferidos um a um por A Crítica. Os 44,77% de Riedel são 351 pessoas.

Os dois decimais, portanto, não indicam precisão maior: são o resultado da divisão. Com margem de erro de 3,5 pontos, os 44,77% de Riedel podem estar entre 41,3% e 48,3%, e a mesma margem se aplica a cada linha da tabela.

Isso pesa sobre a leitura da série que o material apresenta para Fábio Trad, que passa de 16,45% em abril para 15,31% em junho e 13,78% em agosto. Cada queda é menor que a margem de erro, e a queda acumulada de 2,67 pontos em quatro meses também é.

Na Quaest de agosto, metade dos entrevistados disse que ainda podia trocar de candidato até 4 de outubro. O IPR não divulgou pergunta equivalente.

Pesquisa espontânea: não há lista, e o eleitor diz de memória em quem pretende votar. Mede lembrança do nome, e sempre dá números menores.

Margem de erro: intervalo dentro do qual o resultado real deve estar. Vale para cada número isolado, não para a diferença entre dois.

[RASCUNHO – confirmar dados com a fonte primária antes de publicar].

Números do levantamento conforme divulgado pelo Correio do Estado, que contratou a pesquisa. A Crítica não teve acesso ao relatório completo depositado na Justiça Eleitoral.

Em números

  • O bloco de 182 pessoas que o material não mostra Somados, os oito candid
  • Os 44,77% de Riedel são 351 pessoas
  • O bloco de 182 pessoas que o material não mostra

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Fontes consultadas

  • A Críticalink