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Réu em esquema de corrupção, policial penal é dispensado da direção na Gameleira

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Réu em esquema de corrupção, policial penal é dispensado da direção na Gameleira

Desligamento foi publicado no Diário Oficial nesta quinta-feira e é assinado pelo diretor-presidente da Agepen.

O policial penal Aluizio Botero Chastel Villazante foi formalmente dispensado da Função de Confiança Privativa da Carreira de Diretor-Adjunto da Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, em Campo Grande.

O servidor é um dos 11 denunciados por participar de esquema para liberar arma e drogas em presídio.

Policial penal Aluizio Botero Chastel Villazante foi dispensado da função de diretor-adjunto da Penitenciária da Gameleira II, em Campo Grande, após ser denunciado por integrar esquema de corrupção no sistema prisional de Mato Grosso do Sul.

A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (10), mas foi assinada na terça-feira (8), pelo diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Rodrigo Rossi Maiorchini.

Para o lugar de Aluizio, foi designado o servidor e também policial penal Ramão Luiz Victor, com efeitos a contar da mesma data.

Denúncia - A denúncia, aceita pela 2ª Vara Criminal de Dourados no fim de julho, apura crimes de corrupção, favorecimento de presos e atuação de organização criminosa no sistema penitenciário sul-mato-grossense, investigados pela Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado) na Operação Sátrapa.

Conforme a acusação, o valor teria sido repassado em negociação com a advogada Aline Guerrato, apontada como uma das lideranças do esquema ao lado do marido, Luis Élio Gonçalves Filho, conhecido como “Cabeça de Porco”, integrante do Comando Vermelho.

A promotoria sustenta que os valores repassados ultrapassaram os limites legais de depósitos para cantina de presídios e que o servidor teria facilitado a entrada de dinheiro ou deixado de cumprir deveres de fiscalização em troca de vantagens indevidas.

O grupo também é investigado por facilitação na entrada de celulares, fraudes em licitações públicas e concessão indevida de benefícios penitenciários.

Apesar do recebimento da denúncia contra os 11 investigados, a Justiça negou o pedido do MPMS para o afastamento cautelar das funções públicas dos servidores que permaneciam na ativa, sob o argumento de ausência de fatos contemporâneos.

A dispensa do cargo de confiança na Gameleira II, portanto, foi efetuada no âmbito administrativo pela própria diretoria da Agepen.

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Fontes consultadas

  • Campo Grande Newslink