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Professor viraliza com trabalho de aluna que criou Instagram de Leonardo da Vinci em celular de papelão em

Atividade de artes propunha que estudantes recriassem, com materiais recicláveis, perfis de artistas; Eloá Gabrieli, de 13 anos, criou um celular de papelão que

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Professor viraliza com trabalho de aluna que criou Instagram de Leonardo da Vinci em celular de papelão em

A estrutura ainda permite simular a rolagem da tela. Ao puxar uma parte do papelão para cima, é possível visualizar outras informações, como se fosse a tela de um celular.

O vídeo publicado pelo professor alcançou 970 mil visualizações em uma rede social.

Professor adaptou ideia vista nas redes sociais.

Ao g1, Lantieri contou que teve a ideia de propor a atividade depois de ver na internet o trabalho de uma professora de literatura, que havia criado perfis de grandes escritores brasileiros, como Machado de Assis e Cecília Meireles.

A partir disso, pensou em adaptar a proposta para os artistas estudados pelos alunos. O professor tem cinco turmas de 9º ano e dividiu os estudantes em grupos para facilitar a produção, principalmente por causa do custo das impressões coloridas.

Alguns que eu vi que não estavam conseguindo imprimir, mesmo assim, eu pedi que eles fizessem a pesquisa e que me mandassem as imagens das obras que eles queriam, que eu imprimiria para eles na minha casa, e assim foi feito", contou.

Eloá entrou em um dos grupos depois que a divisão já havia sido feita. Segundo o professor, ela não se adaptou à equipe e pediu para realizar a atividade sozinha.

Eu falei 'claro que pode, escolhe o artista e faz sozinha'. Aí ela escolheu o Leonardo da Vinci e fez esse trabalho. Só que ela tem uma família muito participativa, sabe.

Eu tenho certeza que foi ela que fez, com a ajuda da família, porque a mãe é presente na escola e nos estudos dos filhos.

A mãe da estudante, Lucimar Aparecida de Souza, disse ao g1 que ajudou a filha na produção do trabalho. Segundo ela, a ideia de fazer a atividade em um formato diferente de uma folha de papel surgiu da vontade de torná-la mais visual e interativa.

Eu sempre penso que o aprendizado tem que ser dinâmico, visual e tátil. A inspiração da nossa família foi porque a gente tem um neurodivergente, o irmão dela de 8 anos, e a criança precisa conseguir aprender e tocar, sentir, interagir.

Segundo Lucimar, Eloá também queria que o trabalho fosse compreendido por outras pessoas e não fosse apenas mais uma atividade escolar.

A gente fez a mão mesmo, com o que tinha. Ela foi em umas lojas, pegou caixa de papelão, tentamos usar o que tinha de reciclagem pra também mostrar pra ela como o mundo tá e poderia ser melhor", contou a mãe.

A escolha pelo formato de um celular, segundo Lucimar, teve o objetivo de tornar a apresentação mais divertida. "Quando a gente vê algo divertido, a gente nunca esquece.

O trabalho dela foi feito pra isso. Eu e ela queríamos que as pessoas entendessem o trabalho como uma arte da vida", contou a mãe.

Segundo o professor, os estudantes se envolvem com esse tipo de atividade e apresentaram diferentes formas de desenvolver a proposta.

Eu procuro ser um pouco mais diferenciado, acho que eu também saio da caixinha, e espero que eles também saiam, como essa menina saiu. E não que os outros trabalhos estejam ruins, não.

É ela que se superou mesmo. Porque os outros trabalhos também estão maravilhosos.

Para Lantieri, a aluna Eloá demonstrou habilidade artística durante a atividade.

É uma aluna muito aplicada, na verdade ela é uma artista né, a gente já vê, ela tem traços de artista", finalizou.

Em números

  • O vídeo publicado pelo professor alcançou 970 mil visualizações em uma rede social

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