A estrutura ainda permite simular a rolagem da tela. Ao puxar uma parte do papelão para cima, é possível visualizar outras informações, como se fosse a tela de um celular.
O vídeo publicado pelo professor alcançou 970 mil visualizações em uma rede social.
Professor adaptou ideia vista nas redes sociais.
Ao g1, Lantieri contou que teve a ideia de propor a atividade depois de ver na internet o trabalho de uma professora de literatura, que havia criado perfis de grandes escritores brasileiros, como Machado de Assis e Cecília Meireles.
A partir disso, pensou em adaptar a proposta para os artistas estudados pelos alunos. O professor tem cinco turmas de 9º ano e dividiu os estudantes em grupos para facilitar a produção, principalmente por causa do custo das impressões coloridas.
Alguns que eu vi que não estavam conseguindo imprimir, mesmo assim, eu pedi que eles fizessem a pesquisa e que me mandassem as imagens das obras que eles queriam, que eu imprimiria para eles na minha casa, e assim foi feito", contou.
Eloá entrou em um dos grupos depois que a divisão já havia sido feita. Segundo o professor, ela não se adaptou à equipe e pediu para realizar a atividade sozinha.
Eu falei 'claro que pode, escolhe o artista e faz sozinha'. Aí ela escolheu o Leonardo da Vinci e fez esse trabalho. Só que ela tem uma família muito participativa, sabe.
Eu tenho certeza que foi ela que fez, com a ajuda da família, porque a mãe é presente na escola e nos estudos dos filhos.
A mãe da estudante, Lucimar Aparecida de Souza, disse ao g1 que ajudou a filha na produção do trabalho. Segundo ela, a ideia de fazer a atividade em um formato diferente de uma folha de papel surgiu da vontade de torná-la mais visual e interativa.
Eu sempre penso que o aprendizado tem que ser dinâmico, visual e tátil. A inspiração da nossa família foi porque a gente tem um neurodivergente, o irmão dela de 8 anos, e a criança precisa conseguir aprender e tocar, sentir, interagir.
Segundo Lucimar, Eloá também queria que o trabalho fosse compreendido por outras pessoas e não fosse apenas mais uma atividade escolar.
A gente fez a mão mesmo, com o que tinha. Ela foi em umas lojas, pegou caixa de papelão, tentamos usar o que tinha de reciclagem pra também mostrar pra ela como o mundo tá e poderia ser melhor", contou a mãe.
A escolha pelo formato de um celular, segundo Lucimar, teve o objetivo de tornar a apresentação mais divertida. "Quando a gente vê algo divertido, a gente nunca esquece.
O trabalho dela foi feito pra isso. Eu e ela queríamos que as pessoas entendessem o trabalho como uma arte da vida", contou a mãe.
Segundo o professor, os estudantes se envolvem com esse tipo de atividade e apresentaram diferentes formas de desenvolver a proposta.
Eu procuro ser um pouco mais diferenciado, acho que eu também saio da caixinha, e espero que eles também saiam, como essa menina saiu. E não que os outros trabalhos estejam ruins, não.
É ela que se superou mesmo. Porque os outros trabalhos também estão maravilhosos.
Para Lantieri, a aluna Eloá demonstrou habilidade artística durante a atividade.
É uma aluna muito aplicada, na verdade ela é uma artista né, a gente já vê, ela tem traços de artista", finalizou.
Em números
- O vídeo publicado pelo professor alcançou 970 mil visualizações em uma rede social
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