Ir para o conteúdo
Mato Grosso do Sul Revisado por ULTRA AI

O que se sabe sobre o sequestro da bebê de menos de um mês em Campo Grande, encontrada no Paraguai

Ayla Emanuelly está sob os cuidados do Conselho Tutelar de Ponta Porã; casal que estava com a criança já está custodiado em Mato Grosso do Sul. Polícia investig

6 min de leitura
O que se sabe sobre o sequestro da bebê de menos de um mês em Campo Grande, encontrada no Paraguai

Suspeito é preso em operação para encontrar bebê que desapareceu em Campo Grande.

A bebê Ayla Emanuelly, menos de um mês, que desapareceu em Campo Grande na quinta-feira (6), foi encontrada com vida na madrugada deste domingo (9), em Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

A criança foi repatriada e está sob os cuidados do Conselho Tutelar de Ponta Porã.

O casal que estava com ela,, também permanece na cidade, custodiado em flagrante, e deve ser levado para Campo Grande nesta segunda-feira (10), quando uma equipe da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) fará o acompanhamento do caso.

Segundo o Conselho Tutelar, Ayla está bem, saudável e em segurança. A família deverá receber atendimento da rede de proteção.

Bebê de 28 dias desaparece e polícia investiga suspeita de sequestro em Campo GrandeVÍDEO: Suspeito é preso em operação para encontrar bebê de 28 dias que desapareceu em Campo GrandeSuspeito de emprestar casa para cativeiro de bebê sequestrada em MS tem prisão preventiva decretadaBebê de um mês sequestrada em Campo Grande é encontrada no ParaguaiBebê sequestrada em Campo Grande e resgatada no Paraguai está sob cuidados do Conselho Tutelar em MS.

As buscas levaram a Polícia Civil a suspeitar que Ayla havia sido levada para o Paraguai. A partir do cruzamento de informações e da cooperação com as forças de segurança do país vizinho, os investigadores chegaram até uma casa em Pedro Juan Caballero, onde a bebê foi localizada.

A mãe de Ayla aceitou a proposta e foi até o endereço indicado, no Bairro Universitário, na quinta-feira (6). Ela estava acompanhada da irmã, de 12 anos, e da bebê.

Segundo o depoimento, as três foram recebidas pela mulher, que ofereceu água. A adolescente afirmou que não dormiu depois de beber, mas a irmã adormeceu e só acordou por volta das 20h.

Ainda conforme o relato, a mãe de Ayla foi ameaçada e obrigada a entregar a filha. Ela contou que ouviu que, caso se recusasse, ela e a irmã seriam "jogadas em um buraco.

A bebê foi levada do imóvel. As duas irmãs deixaram o local por volta de 1h da madrugada de sexta-feira (7). O celular da mãe também foi levado.

Segundo a adolescente, havia cerca de 10 homens na casa, além da mulher que havia feito a proposta.

Depois do registro do desaparecimento, a Depca iniciou as investigações para descobrir quem havia levado Ayla e para onde ela tinha sido levada.

Os investigadores fizeram levantamentos, cruzaram informações e realizaram diligências. Durante as apurações, surgiram indícios de que a criança poderia ter sido levada para o Paraguai.

A Polícia Civil de Ponta Porã foi acionada pela Depca, e as informações foram compartilhadas com as autoridades paraguaias por meio da cooperação entre as forças dos dois países.

O Comando Bipartito, grupo que reúne policiais brasileiros e paraguaios, passou a atuar no caso, junto com equipes especializadas do Paraguai.

A partir das informações levantadas pela polícia brasileira, as autoridades paraguaias conseguiram identificar o imóvel onde havia suspeita de que Ayla estivesse.

Por volta de 1h15 deste domingo, equipes do Comando Bipartito de Pedro Juan Caballero, com apoio do Grupo Antissequestro (DAS), da Direção de Polícia do Amambay e de operadores táticos, cumpriram um mandado judicial de busca em uma residência.

Ayla foi encontrada no imóvel, na companhia de um casal de brasileiros.

Durante a ação, os policiais também apreenderam celulares, documentos e um veículo. O material deverá ser analisado pela investigação.

Depois de ser localizada, a bebê foi levada ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero para receber atendimento.

Em seguida, foi repatriada e entregue ao Conselho Tutelar de Ponta Porã, onde permanece até o momento.

O casal que estava com Ayla também permanece em Ponta Porã. Os dois foram presos e estão custodiados em flagrante.

Eles devem ser levados para Campo Grande nesta segunda-feira (10). Uma equipe da Depca foi até Ponta Porã para acompanhar os procedimentos.

Como o caso é investigado pela delegacia especializada, os envolvidos deverão ser ouvidos pelos investigadores em Campo Grande.

Antes da localização de Ayla no Paraguai, um homem suspeito de envolvimento no caso foi preso em Campo Grande, no sábado (8).

Segundo a polícia, ele teria emprestado a casa onde a bebê foi levada e que teria sido usada como cativeiro.

Neste domingo, a prisão preventiva dele foi decretada durante audiência de custódia.

A defesa, representada pelos advogados Renan Vieira e Dendry Rios, informou ao g1 que está tomando conhecimento dos detalhes do caso para comprovar que o cliente não tem relação direta com os fatos atribuídos a ele.

Ayla está sob os cuidados do Conselho Tutelar de Ponta Porã. A família deverá passar por atendimento da rede de proteção a partir desta segunda-feira. O objetivo é acompanhar a criança e os familiares após o sequestro e definir os próximos encaminhamentos.

Na sexta-feira (7), o Ministério da Justiça emitiu um alerta pelo Amber Alert Brasil para ajudar na localização de Ayla.

Foi a primeira vez que a ferramenta foi utilizada em Mato Grosso do Sul.

O sistema é usado para ampliar a divulgação de casos de desaparecimento de crianças quando existe suspeita de rapto ou sequestro. As informações são compartilhadas para aumentar as chances de localização.

A investigação é conduzida pela Depca, com apoio do Garras, da Defurv e da Delegacia Regional de Ponta Porã.

No Paraguai, participaram das buscas o Comando Bipartito de Pedro Juan Caballero, o Grupo Antissequestro (DAS), a Direção de Polícia do Amambay e outras unidades da Polícia Nacional paraguaia.

A operação também contou com apoio de agentes do Consulado Americano em São Paulo.

A investigação ainda precisa reconstruir toda a dinâmica do sequestro, desde a abordagem da mãe até a chegada de Ayla ao Paraguai.

A polícia também busca descobrir quem planejou o crime, qual foi a participação de cada suspeito, quem ajudou a levar a bebê para fora do Brasil e se outras pessoas participaram da ação.

Os celulares, documentos e o veículo apreendidos no Paraguai deverão ser analisados e podem ajudar a responder essas perguntas.

A polícia também deve ouvir os suspeitos e outras pessoas ligadas ao caso para esclarecer como o sequestro foi organizado e executado.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 MS, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas