O Conselho Monetário Nacional aprovou o novo prazo nesta última quinta-feira (27). Até agora o limite era de 72 meses.
Lista completa
- O Conselho Monetário Nacional aprovou a ampliação do prazo de financiamento de veículos para taxistas e motoristas de aplicativo para 84 meses.
- A mudança, que antes era de 72 meses, reduz o valor da prestação mensal, mas encarece o custo total do contrato devido aos juros.
- O teto de financiamento de R$ 200 mil por veículo já havia sido alterado e permite a inclusão de modelos elétricos e híbridos.
- As taxas de juros divulgadas pela Caixa partem de 0,91% ao mês para mulheres e 0,99% ao mês para homens.
- O programa Move Brasil é destinado a profissionais que utilizam o carro como ferramenta de trabalho, com requisitos específicos de cadastro e atividade.
- A entrada de veículos seminovos no programa ainda depende de regulamentação específica, que não foi definida seis semanas após a previsão inicial.
- O programa tem um orçamento de R$ 30 bilhões, com 11,8% já liberados, e busca atrair mais bancos privados para operar a linha de crédito.
- Faça o cadastro no Move Brasil e informe a plataforma em que trabalha ou o registro de táxi.
- Aguarde até cinco dias úteis pela resposta sobre a habilitação.
- Escolha um modelo que esteja na lista de veículos habilitados e dentro do teto de R$ 200 mil.
- Procure um banco que opere a linha e apresente a habilitação. A análise de crédito é do banco.
- Compare a parcela em 72 e em 84 meses antes de assinar, e peça o Custo Efetivo Total das duas opções.
- Motoristas de aplicativo com cadastro ativo há pelo menos 12 meses.
- Mínimo de 100 corridas no período, na mesma plataforma.
O cálculo é de A Crítica e serve de referência: o valor exato depende do sistema de amortização, da entrada, das tarifas e do seguro que cada banco cobrar.
O que o Conselho Monetário Nacional decidiu nesta quinta foi o prazo de sete anos.
Como as regras acabaram de ser regulamentadas, os bancos ainda precisam atualizar sistemas e condições de contratação. O contrato pode ter carência de até seis meses para o principal.
Nesse período o cliente não abate a dívida, mas os juros continuam correndo sobre o saldo, o que aumenta o valor final.
Elétricos e híbridos entram na lista.
A conta usa emplacamentos de 2025 da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, a Fenabrave.
A lista atualizada inclui BYD Dolphin, Dolphin Mini, King, Song Pro e Atto 2; GAC Aion UT, Aion ES, Aion Y e GS4; e Chevrolet Captiva EV, além de modelos a combustão.
As regras passaram a aceitar híbridos com diferentes sistemas de propulsão, desde que cumpram os critérios de eficiência do programa.
O Move Brasil não atende o público em geral. A linha é para quem usa o carro como instrumento de trabalho.
Taxistas precisam estar registrados e ativos. Motoristas de aplicativo precisam de cadastro ativo há pelo menos 12 meses e de no mínimo 100 corridas no período, na mesma plataforma.
Depois do cadastro, o governo responde em até cinco dias úteis se o profissional está habilitado. A resposta positiva não garante o dinheiro: o banco ainda analisa crédito e capacidade de pagamento, e é ele quem decide.
O seminovo continua fora, seis semanas depois.
A linha vale só para veículos novos. A entrada dos seminovos fabricados a partir de 2024 depende de regulamentação que ainda não saiu. Em 18 de julho, A Crítica informou que a ampliação estava prevista para os dias seguintes.
Naquela ocasião, a regra desenhada pelo governo restringia os seminovos a modelos 100% elétricos ou híbridos flex fabricados a partir de 2024, e deixava de fora os carros a combustão comuns.
Em Campo Grande o público potencial é grande. Um projeto da Associação dos Parceiros de Aplicativos de Transporte de Passageiros e Motoristas Autônomos de Mato Grosso do Sul, a Applic-MS, cita 40.
151 motoristas de aplicativo na capital, com base em dado atribuído ao Detran-MS.
A linha de motos do programa entrou em vigor em 27 de julho, e concessionárias de Campo Grande registraram cadastros e vendas no primeiro dia.
Conselho Monetário Nacional (CMN): órgão que define as regras gerais do crédito no país, formado pelos ministros da Fazenda e do Planejamento e pelo presidente do Banco Central.
Carência: período em que o cliente não paga a parte da parcela que abate a dívida. Os juros seguem sendo cobrados, e a dívida cresce.
Amortização: a parte da parcela que reduz o valor devido. O resto da parcela é juro.
Tabela Price: sistema em que todas as parcelas têm o mesmo valor do começo ao fim do contrato.
Custo Efetivo Total (CET): a conta que soma juros, tarifas, seguros e impostos. É o número que permite comparar propostas de bancos diferentes, e o banco é obrigado a informá-lo.
Prazo, teto, juros e requisitos conforme material divulgado sobre a decisão do Conselho Monetário Nacional de 27 de agosto de 2026 e condições informadas pela Caixa.
As simulações de parcela são cálculo de A Crítica e têm caráter ilustrativo.
Condições sujeitas a alteração: os bancos ainda precisam atualizar sistemas e regras de contratação. Confirme taxas e prazos na instituição financeira antes de fechar o contrato.