O médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, foi denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) pelo feminicídio da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, em Campo Grande.
Quinta-feira, 27 de Agosto de 2026, 17h:41 - A | A.
MPMS também acusa cardiologista de posse ilegal de armas e fraude processual; vítima morreu após ferimentos na cabeça.
Além da morte da mulher, o médico também responde por crimes relacionados à posse de armas de fogo e por suposta fraude processual.
João foi colocado em liberdade no dia 20 de agosto, após decisão em habeas corpus. Agora, a denúncia do MPMS aponta que o relacionamento entre o médico e Fabíola era marcado por controle e violência psicológica.
Segundo o Ministério Público, o cardiologista teria cometido feminicídio com recurso que dificultou a defesa da vítima. A acusação aponta ainda que, após a morte, o local do crime teria sido alterado para dificultar o trabalho da perícia e das investigações.
O laudo necroscópico concluiu que Fabíola morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico provocado por ação perfuro-contundente. Já a perícia realizada no local apontou que o caso se tratava de feminicídio.
Conforme a denúncia, a dinâmica reconstruída a partir dos vestígios indica que a vítima teria sido atingida inicialmente por um golpe que a fez cair de joelhos.
Depois, teria sofrido outro golpe, ficando com a capacidade de reação reduzida. Ainda segundo o MPMS, já caída, Fabíola teria sido atingida por um disparo fatal.
O Ministério Público considera que o crime ocorreu em razão da condição de mulher da vítima, em contexto de violência doméstica e familiar.
Além do feminicídio, João Jazbik Neto foi denunciado por posse irregular de arma de fogo de uso permitido e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, além de fraude processual.
De acordo com a denúncia, João, Elodir Hofmann e Geovane Garcia Abbeg teriam alterado o cenário do crime ao retirar e ocultar um armário que continha diversas armas e munições, além de uma arma de cano longo que estaria no cômodo onde ocorreu a morte.
A perícia teria identificado indícios de que o móvel havia sido arrastado e retirado de sua posição original, sendo posteriormente encontrado em outra casa da propriedade.
Para o MPMS, a alteração do cenário teria como objetivo induzir a perícia a erro e dificultar a investigação criminal.
A família de Fabíola sempre negou a possibilidade de que ela tenha atentado contra a própria vida.
Tudo que acontece em Campo Grande e nas principais cidades de Mato Grosso do Sul com isenção e credibilidade. Clique e confira agora.