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Mato Grosso do Sul Revisado por ULTRA AI

Marcha reúne fé, chuva e política no aniversário de Campo Grande

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Marcha reúne fé, chuva e política no aniversário de Campo Grande

Fiéis celebraram mesmo debaixo d’água, mas divergiram sobre candidatos no evento.

A chuva mudou o cenário, mas não interrompeu a Marcha para Jesus realizada nesta quarta-feira (26), durante o aniversário de 127 anos de Campo Grande. Entre capas, guarda-chuvas, músicas religiosas e manifestações de fé, o evento ganhou público ao longo da tarde e também abriu espaço para uma discussão recorrente em ano eleitoral: a presença de políticos e candidatos em celebrações religiosas.

A Marcha para Jesus de Campo Grande, realizada na quarta-feira (26), durante o aniversário de 127 anos da cidade, ocorreu sob chuva intensa, mas reuniu milhares de fiéis na Avenida Afonso Pena.

O evento gerou debate sobre a presença de políticos, como a prefeita Adriane Lopes e candidatos, dividindo opiniões entre os participantes. A programação seguiu até o Parque das Nações Indígenas, com shows gospel de artistas nacionais.

Nas primeiras horas da programação, cerca de 150 pessoas estavam na Praça do Rádio Clube. Parte tentava escapar da água como podia, enquanto alguns fiéis permaneciam completamente expostos à chuva diante do palco.

Entre os entrevistados pela reportagem, a explicação era praticamente a mesma: tratava-se de uma “chuva de bênçãos”, “para lavar a alma e os pecados”.

Quando o céu começou a abrir, mais pessoas chegaram e a praça ficou perto da lotação. O público cantou e dançou durante as apresentações. Na caminhada, embora alguns participantes tenham desistido por causa do tempo, um grupo numeroso seguiu acompanhando um trio elétrico até o Parque das Nações Indígenas, onde acontecem mais shows e se apresentam as atrações nacionais da música gospel: John Dias e Maria Marçal.

A estrutura contou com ambulância, brigadistas, equipes da Defesa Civil, banheiros químicos e o apoio de integrantes do movimento Legendários. Segundo o médico-veterinário Paulo Fernando Pereira Barbosa, de 39 anos, aproximadamente 300 voluntários foram mobilizados para atuar na praça e no parque.

Ele explicou que o grupo não substituiu o trabalho policial. Os participantes ajudaram no controle dos acessos, na proteção de áreas reservadas e no encaminhamento de possíveis ocorrências.

Fé e política – Entre as autoridades presentes estavam a prefeita Adriane Lopes (PP), o marido dela e candidato a deputado estadual, Lídio Lopes (Avante), e o ex-secretário estadual de Meio Ambiente e candidato a deputado federal Jaime Verruck (Republicanos).

A participação dos candidatos, porém, dividiu os fiéis. Para a dona de casa Marta Batista, de 43 anos, que acompanhava o evento com o marido, o entregador Paulo César Gonçalves, de 47 anos, a marcha deveria permanecer restrita à celebração religiosa.

Política tem outro momento e outro lugar”, afirmou.

Marta participa da marcha há três anos e contou que chegou a pensar em permanecer em casa por causa da chuva. Mesmo assim, decidiu comparecer para louvar e anunciar o Evangelho.

A vendedora Ana Paula Afonso, de 40 anos, também percebe a tentativa de políticos de ganhar visibilidade durante o evento, mas apresentou uma posição mais ponderada.

Participante pelo terceiro ano, Ana Paula afirmou que costuma convidar outras pessoas para acompanhá-la. Para ela, a marcha representa uma demonstração pública de fé e reúne pessoas com o mesmo propósito.

Já a estudante Jéssica Bravelocce, de 28 anos, participou ao lado de familiares e integrantes da Igreja Justiça e Paz, do Bairro Coophavila II. Ela destacou que, na visão dos fiéis, a programação vai além das apresentações musicais.

Recomeço – Entre os relatos ouvidos durante o evento, o mais delicado foi o de Raquel, de 29 anos. A estudante de Pedagogia contou que enfrentava uma crise emocional e pensava em tirar a própria vida antes de sair de casa.

Durante a programação, disse ter encontrado acolhimento na fé.

Raquel também relatou uma infância marcada pela violência do pai, já falecido, e as dificuldades enfrentadas durante o tratamento contra a tuberculose. A doença exigiu internação no Hospital Universitário e provocou a interrupção dos estudos.

Depois de perder disciplinas no ano passado, ela retornou à faculdade neste ano.

Embora participe da Marcha para Jesus há vários anos, afirmou que nunca havia sido tocada daquela maneira. “Mas eu creio que vai dar tudo certo na minha vida”, resumiu.

A saída da caminhada foi às 16h, com dois trios elétricos, em direção ao Parque das Nações Indígenas. No local, os shows devem continuar até por volta de 21h.

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Em números

  • Nas primeiras horas da programação, cerca de 150 pessoas estavam na Praça do Rádio Clube

Fontes

Informação baseada em material público de Campo Grande News, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Campo Grande Newslink