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Dívida Pública Federal pode ter até 53% do valor corrigido pela Selic em 2026

## Títulos ligados à Selic aumentam participação.

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Dívida Pública Federal pode ter até 53% do valor corrigido pela Selic em 2026

O PAF estabelece metas e parâmetros usados na administração da dívida pública federal. O documento costuma ser divulgado em janeiro e passa por revisões durante o segundo semestre.

Títulos ligados à Selic aumentam participação.

A maior presença dos títulos pós-fixados ocorre em um cenário de juros elevados. Com a Selic em 14% ao ano, os papéis vinculados à taxa passaram a despertar maior interesse dos investidores.

Segundo as informações divulgadas pelo Tesouro, o lançamento do Tesouro Reserva também contribuiu para ampliar essa procura. O título é atrelado à Selic e tem funcionamento semelhante aos chamados “cofrinhos” oferecidos por instituições financeiras.

Com o aumento da participação dos papéis vinculados aos juros básicos, o governo reduziu as faixas previstas para títulos prefixados e corrigidos pela inflação.

A participação dos títulos indexados à inflação, anteriormente projetada entre 23% e 27%, passou para uma faixa de 21% a 25%. Já os prefixados tiveram a projeção reduzida de 21% a 25% para 20% a 24%.

Os títulos vinculados ao câmbio foram mantidos entre 3% e 7% da Dívida Pública Federal.

O prazo médio da dívida também permaneceu inalterado, com previsão entre 3,8 e 4,2 anos.

Juros elevados mudam perfil da dívida.

Os títulos prefixados oferecem maior previsibilidade ao governo, já que os juros são definidos no momento da emissão. Em períodos de maior instabilidade financeira, porém, os investidores tendem a exigir taxas mais elevadas para comprar esses papéis.

Esse movimento pode tornar a emissão dos títulos prefixados menos atrativa para o Tesouro, já que juros muito altos aumentariam o custo de administração da dívida pública.

Nos títulos vinculados à Selic, por outro lado, a remuneração acompanha os juros básicos definidos pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Com a taxa atualmente em 14% ao ano, esses papéis passaram a ter maior procura.

A dívida vinculada ao câmbio, cuja faixa não foi modificada na revisão do PAF, é formada por antigos títulos da dívida interna corrigidos pelo dólar e pela dívida externa brasileira.

Fontes

Informação baseada em material público de A Crítica, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • A Críticalink