Uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma facção criminosa gaúcha cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em três estados nesta quinta-feira (10).
Segundo o Ministério Público gaúcho, a investigação aponta que o grupo usava empresas, familiares e laranjas para esconder a origem e a propriedade de recursos ilícitos.
A apuração identificou movimentações financeiras e patrimoniais incompatíveis com a renda declarada dos investigados.
A investigação chegou a Mato Grosso do Sul e ao Rio de Janeiro após serem identificadas pessoas, empresas, bens e movimentações financeiras ligadas aos investigados fora do Rio Grande do Sul.
Em MS, os mandados tiveram apoio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).
Até o momento, sete investigados foram apontados como diretamente ligados ao núcleo familiar e empresarial do esquema, segundo o MPRS. Empresas também são investigadas por suspeita de terem sido usadas para ocultar patrimônio.
A operação é conduzida pela 6ª Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre e teve apoio dos Gaecos, dos Ministérios Públicos de Mato Grosso do Sul e do Rio de Janeiro e da Brigada Militar.
A investigação continua para rastrear bens, identificar outros possíveis envolvidos e reunir novas provas.
Em números
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