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Justiça manda X remover posts falsos que ligam Haddad a atentado contra Luciano Hang

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Justiça manda X remover posts falsos que ligam Haddad a atentado contra Luciano Hang

Segundo a decisão, o crime mencionado nas postagens nunca ocorreu e o conteúdo era usado para direcionar usuários a um golpe financeiro.

A decisão foi tomada pela juíza auxiliar da propaganda eleitoral Domitila Manssur, após pedido apresentado pela coligação Desperta São Paulo e por Haddad. Para a magistrada, as publicações não se limitaram a críticas ou opiniões políticas, mas apresentaram como verdadeiro um crime inexistente.

Os conteúdos direcionavam os usuários para um site que reproduzia a identidade visual do jornal O Globo e simulava uma reportagem completa, com fotografias, declarações, entrevista fictícia e comentários de supostos leitores.

Luciano Hang já havia alertado, em 25 de agosto, que sua imagem estava sendo utilizada indevidamente em páginas fraudulentas.

X terá prazo para retirar publicações.

O X também deverá preservar informações cadastrais, dados de pagamento e metadados relacionados às publicações, além de informar à Justiça, em 48 horas, se houve impulsionamento pago e quem foi o responsável.

A juíza rejeitou, neste momento, os pedidos para suspender completamente as contas responsáveis pelas publicações e bloquear o site utilizado no golpe, por considerar essas medidas desproporcionais.

Até a publicação da reportagem original, os conteúdos permaneciam disponíveis.

Site falso prometia retornos elevados.

Ao clicar nas postagens, o usuário encontrava uma falsa reportagem que utilizava o suposto atentado contra Hang para criar credibilidade em torno de uma plataforma de investimentos.

O conteúdo apresentava uma entrevista inventada na qual o empresário supostamente acusava Haddad e o governo de tentarem impedir o funcionamento da plataforma.

Depois, a página passava a apresentar promessas de retorno financeiro elevado. Um personagem fictício, apresentado como mecânico, teria quitado dívidas em quatro meses, enquanto outro relato mostrava supostos lucros crescentes.

Comentários atribuídos a personagens fictícios também eram usados para aumentar a aparência de credibilidade da página.

A decisão do TRE-SP busca retirar das redes o conteúdo que associa Haddad a um episódio inexistente e, ao mesmo tempo, preservar informações que possam ajudar a identificar os responsáveis pela divulgação e eventual impulsionamento das publicações.

Fontes consultadas

  • A Críticalink