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Mato Grosso do Sul Revisado por ULTRA AI

Furinho vira flor e roupa ganha outra cara com pontos de bordado livre

3 min de leitura
Furinho vira flor e roupa ganha outra cara com pontos de bordado livre

Técnica permite esconder pequenos defeitos, personalizar peças, fazer quadros e até produzir itens para vender.

Um furinho na camiseta pode ganhar flores. A calça básica pode ficar com outra cara depois de alguns pontos coloridos. E o que começa em um pano de prato pode terminar em quadro, roupa personalizada, peça de decoração ou até produto para vender.

No bordado livre, linha e agulha abrem um leque de possibilidades sem exigir que a pessoa comece sabendo muito.

É justamente esse “o que dá para fazer?” que 12 mulheres começaram a descobrir nesta semana no CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) do Bairro Zé Pereira.

Durante três dias, elas aprendem os primeiros pontos da técnica e como levá-los para peças usadas no cotidiano.

Diferentemente de trabalhos que seguem desenhos e pontos mais rígidos, a proposta do bordado livre permite experimentar formas, cores e aplicações. Na prática, pode aparecer na toalha de casa, em roupas, quadros e objetos decorativos.

Também pode ser usado para dar uma segunda vida a uma peça, transformando um pequeno remendo em detalhe proposital.

Aos 70 anos, a cabeleireira Sueli Souza da Cunha atravessou a cidade para participar da primeira aula ao lado da filha. Moradora da região da Avenida das Bandeiras, ela já entrou pensando onde pretende usar o que aprender.

Da roupa à renda extra - A manicure Roberta Kelly dos Reis Farias, de 46 anos, também chegou sem experiência com agulha, mas com alguma vantagem nas mãos. Acostumada ao trabalho minucioso da manicure, acredita que a familiaridade com cores e detalhes pode ajudar.

Ela já participou de cursos de produção de sabão, tear e reciclagem e costuma aproveitar as atividades quando consegue encaixá-las na rotina.

E não precisa necessariamente ficar como passatempo. Uma peça bordada à mão também pode virar produto artesanal, seja em roupas personalizadas, quadros ou objetos de decoração.

Responsável pelas aulas, a assistente social e artesã Zunilda Freitas, que trabalha há mais de 12 anos com grupos de mulheres, explica que os destinos dados à técnica costumam ser diferentes.

Cada uma acaba levando o bordado para um caminho diferente: para algumas vira arteterapia ou hobby; outras usam para decorar, bordar roupas, fazer quadros e peças de decoração ou até conseguir uma renda extra, como já aconteceu com outras alunas.

Como esta é a primeira aula, elas continuam experimentando a técnica, mas, em breve, já vão começar a pensar no que querem fazer como trabalho final.

A cabeleireira Maria Luzia da Silva, de 58 anos, ainda está justamente nessa fase de descobrir o que consegue fazer com linha e agulha. Ela chegou por indicação de uma vizinha e, apesar de já ter aprendido crochê e artesanato com garrafas PET, nunca havia experimentado bordado livre.

Durante os três dias de atividade, cada participante deverá finalizar uma peça. Para Zunilda, ver o primeiro trabalho pronto também faz parte do processo.

O curso é promovido pela Secretaria Municipal da Mulher e segue até quinta-feira (10), das 8h30 às 11h, no CRAS do Bairro Zé Pereira.

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Fontes consultadas

  • Campo Grande Newslink