Jean Gabriel Rapini de Souza, de 24 anos, morreu após ser baleado durante um confronto com policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar, na noite de segunda-feira (10), na vila Duque de Caxias, em Campo Grande.
Segundo a Polícia Militar (PM), ele atirou contra a equipe durante uma abordagem e os policiais reagiram.
Jean foi socorrido e levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Vila Almeida, mas não resistiu aos ferimentos.
Aos 17 anos, Jean esteve envolvido no latrocínio do taxista Luciano Barbosa Franco, de 44 anos, morto em abril de 2020, em Campo Grande. Registros policiais consultados pelo g1 apontam que ele foi um dos envolvidos no crime.
Segundo o Batalhão de Choque, os policiais faziam patrulhamento pela Avenida Duque de Caxias quando decidiram abordar um carro usado para transporte por aplicativo.
A abordagem ocorreu por volta das 19h, na Rua Manoel Ferreira, próximo ao Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS).
De acordo com a PM, o motorista desembarcou e informou que trabalhava por aplicativo. Jean permaneceu dentro do carro mesmo após receber ordem para sair.
Ainda segundo a polícia, após uma nova ordem, Jean desembarcou com um revólver e fez um disparo na direção dos militares. Os policiais reagiram e ele foi baleado.
Após o confronto, a equipe apreendeu um revólver calibre . 32 e 26 pinos com 16,6 gramas de uma substância semelhante à cocaína.
Jean foi socorrido e levado para a UPA Vila Almeida. Apesar do atendimento médico, ele não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade.
A perícia foi chamada ao local e as armas envolvidas no confronto foram recolhidas. Segundo a PM, as circunstâncias da morte serão investigadas. O caso também foi encaminhado à Polícia Civil por causa da droga apreendida.
Homem preso por sequestrar bebê em MS usou nome falso e era foragido por homicídio no AM.
Jean tinha 17 anos quando foi apreendido por envolvimento no latrocínio do taxista Luciano Barbosa Franco, de 44 anos, em abril de 2020.
Luciano desapareceu no dia 25 de abril, após sair para trabalhar. Segundo o registro policial, a família procurou a polícia depois que ele deixou de responder às ligações.
O aplicativo usado para acompanhar o veículo também havia sido desligado.
Durante as buscas, o carro do taxista foi encontrado abandonado e sem as rodas. Pouco depois, a polícia recebeu a informação de que havia um corpo às margens da BR-262, a cerca de um quilômetro da rotatória de acesso à região da Vila Popular.
A vítima foi identificada como Luciano. Segundo o registro policial, a perícia constatou que o taxista havia sido atingido por um disparo de arma de fogo na cabeça.
A investigação ficou sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv). Durante as diligências, três envolvidos no crime foram identificados.
Jean, que ainda era adolescente, estava entre eles.
O caso foi investigado como latrocínio, que é o roubo seguido de morte.
Registros policiais consultados pelo g1 mostram que Jean também esteve envolvido em outras ocorrências antes e depois de completar 18 anos. Entre 2018 e 2020, quando ainda era adolescente, há registros relacionados a receptação, roubos, associação criminosa e porte ou posse de armas.
Em 2025, já adulto, Jean aparece como autor em ocorrências relacionadas à violência doméstica, entre elas ameaça, injúria, vias de fato, descumprimento de medida protetiva e lesão corporal contra mulher.
Em alguns desses registros, houve prisão em flagrante.
Fontes
Informação baseada em material público de G1 MS, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.