Boate Chatanooga era o ponto de encontro dos jovens em Campo Grande.
Antes dos celulares, das redes sociais e dos aplicativos de relacionamento, era nos clubes que os campo-grandenses se encontravam para dançar, fazer amizades e paquerar.
Círculo Militar, Chatanooga, Surian e Rádio Clube estão entre os espaços que fizeram parte da vida noturna da cidade nas décadas de 1970, 1980, 1990 e 2000.
As pistas mudaram com o passar dos anos e as boates que marcaram época em Campo Grande deixaram de existir. Mas, para quem viveu aquela época, uma coisa permanece: a lembrança das noites de dança e dos encontros que aconteciam nesses lugares.
Um baile que virou história de amor.
A história de Selene Andréa Simioli, de 71 anos, se mistura à dos bailes de Campo Grande. Na década de 1970, os eventos reuniam famílias inteiras, com música ao vivo, carnaval de marchinhas e dança de salão.
Para Selene, uma das noites no Círculo Militar teve um significado ainda maior. Foi em um baile, em 1974, que ela conheceu o homem que se tornaria seu marido.
Os dois se casaram oito meses depois. Após viverem 14 anos fora de Campo Grande, voltaram para a cidade e continuaram frequentando os bailes.
As lembranças também incluem os carnavais de marchinha e os encontros familiares.
Com o passar dos anos, os salões também se transformaram em pontos de encontro para os jovens. A música mudou, os estilos de dança também, mas os clubes continuaram sendo espaços de convivência.
Nos anos 1990, o flashback ganhou espaço nas festas e criou uma geração que ia aos clubes principalmente para dançar. O Marquinhos Espinosa era um DJs que comandava a lista de músicas que seriam trilha sonora da noite.
Ele conta que a boate Chatanooga abriu em 1987 e fechou em 2005 e marcou muitas gerações de Campo Grande.
Entre 1997 e 2002 foi usado o nome Chatahooty. Em 2000 tive convite do DJ Marcelo Azambuja para começar a tocar nas noite de sábado.
Marquinhos relata que nesse período começou a promover festas e nelas eram distribuídos CDs Promocionais, que são conhecidos até os dias atuais. Para ele, o mais conhecido foi o Chatanooga Especial de Natal.
Apesar de ter começado a tocar em 1991, foi na Chatanooga que minha carreira foi consolidada em Campo Grande.
Os grupos de amigos chegavam de diferentes bairros da cidade. Para muitos, o deslocamento fazia parte da experiência.
O vigilante Clayton Medeiros também guarda lembranças das noites de festa. Segundo ele, os amigos se encontravam no terminal de ônibus e seguiam juntos para os bailes.
Mesmo depois de se casar e ter filhos, Clayton manteve o hábito de sair para dançar. Hoje, os bailes de flashback são uma forma de reencontrar a música e os passos que fizeram parte da juventude.
Com o passar dos anos, esses espaços mudaram de perfil ou deixaram de receber os mesmos bailes que marcaram gerações. Para quem viveu aquele período, porém, os endereços continuam associados a músicas, amizades, romances e noites de dança.
A vida noturna que revive endereços históricos, mas luta para existir nas ruas de Campo GrandeMalas pelo ar e um italiano barulhento: os segredos de um hotel icônico às margens dos trilhos de Campo Grande.
As festas também mudaram. O que antes dependia de uma ida ao clube, do encontro no terminal ou da indicação dos amigos ganhou novas formas de organização e divulgação, através das redes sociais.
Mas a memória permanece. Para quem viveu os bailes, basta ouvir uma música conhecida para lembrar da pista, dos amigos e dos passos de dança.
E, em meio às festas de flashback que ainda são realizadas na cidade, algumas dessas histórias continuam sendo revividas por quem não deixou a dança para trás.
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Fontes
Informação baseada em material público de G1 MS, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.