A Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, realizada anualmente entre 21 e 28 de agosto, chama a atenção para a importância da inclusão e do combate ao preconceito.
Segunda-feira, 31 de Agosto de 2026, 15h:26 - A | A.
Especialista orienta sobre comportamentos que podem fortalecer autonomia e respeito às pessoas com deficiência.
Criada pela Federação Nacional das Apaes em 1963 e incluída oficialmente no calendário nacional pela Lei nº 13. 585/2017, a mobilização também reforça a necessidade de mudanças nas atitudes do dia a dia.
Para Danillo Calixto, coordenador do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera de Campo Grande, situações de exclusão podem ocorrer até mesmo quando existe a intenção de ajudar.
Segundo ele, é importante priorizar a autonomia e entender quais condições podem facilitar a participação da pessoa com deficiência.
Oferecer auxílio automaticamente pode passar a impressão de que a pessoa não é capaz de realizar determinada tarefa. A orientação é perguntar se ela precisa de ajuda e respeitar a resposta.
No caso de uma pessoa que utiliza cadeira de rodas, por exemplo, movimentá-la sem autorização pode acabar dificultando a situação.
Quando há um familiar, cuidador ou profissional de apoio por perto, é comum que outras pessoas direcionem perguntas ao acompanhante. Sempre que possível, porém, a comunicação deve ser feita diretamente com a pessoa com deficiência, respeitando seu tempo e sua forma de expressão.
Para pessoas com deficiência intelectual, isso significa não presumir que elas não compreenderão uma pergunta ou que outra pessoa deve responder por elas. Quando necessário, recursos alternativos de comunicação podem ser utilizados sem retirar a participação da pessoa na conversa.
A pressa também pode comprometer a autonomia. Uma pessoa com deficiência intelectual pode precisar de mais tempo para compreender uma orientação e formular uma resposta, enquanto alguém com limitações motoras pode levar mais tempo para executar determinada tarefa.
Estudar, trabalhar, praticar esportes, cuidar da própria rotina e participar de atividades sociais são experiências que não precisam ser vistas como extraordinárias apenas porque são realizadas por uma pessoa com deficiência.
Para o especialista, reconhecer conquistas é importante, mas o foco deve estar na pessoa e em seus esforços, evitando reforçar estereótipos relacionados à ideia de “superação”.
Escolher uma atividade, decidir o que comer, organizar compromissos ou definir como prefere receber auxílio são situações que devem contar com a participação da própria pessoa, de acordo com suas condições de comunicação e compreensão.
Em famílias de pessoas com deficiência intelectual, o psicólogo recomenda cuidado para que a proteção não acabe eliminando todas as possibilidades de escolha.
Em Campo Grande, pessoas que buscam atendimento na área de saúde mental também podem procurar a Clínica-Escola de Psicologia do Centro Universitário Anhanguera.
O serviço atende crianças, adolescentes, adultos e idosos, com acompanhamento supervisionado por professores orientadores de estágio.
Para solicitar atendimento, o interessado ou responsável, no caso de menores de idade, deve comparecer à clínica-escola e preencher uma ficha de cadastro. Depois, será verificada a disponibilidade de vagas.
A clínica está localizada na Avenida Gury Marques, 3. 203, Vila Olinda, no bloco A, térreo.
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