A petrolífera americana North American Blue Energy Partners assumirá o controle de alguns campos de petróleo anteriormente controlados por cinco empresas chinesas e uma russa, disseram dois funcionários do governo dos Estados Unidos à Reuters nesta segunda-feira (31).
A aquisição fará parte do amplo acordo de produção de petróleo entre EUA e Venezuela anunciado pelo presidente Donald Trump, acrescentaram.
Conforme as autoridades, os projetos estavam entre os 14 contratos recentemente concedidos à North American Blue Energy Partners (NABEP), empresa apoiada pelos EUA.
A NABEP pertencia anteriormente ao magnata do petróleo norte-americano Harry Sargeant e agora é controlada pelo empresário venezuelano Alejandro Betancourt.
Na semana passada, Trump anunciou que os EUA garantiram acesso a cerca de 64 bilhões de barris das reservas comprovadas de petróleo da Venezuela por meio de uma parceria com empresas privadas.
O acordo concede às empresas americanas uma posição estratégica em alguns dos ativos petrolíferos mais importantes da Venezuela. Também desloca os interesses chineses e russos que há muito desempenham um papel preponderante no setor energético do país.
Além disso, confere a Washington um papel direto na determinação de quem produz e vende o petróleo venezuelano, enquanto a administração Trump procura reformular a indústria petrolífera do país e aproximar as suas vastas reservas dos interesses econômicos e geopolíticos dos EUA.
A NABEP deverá controlar um total de 17 projetos na Venezuela, que planeja desenvolver e, em última instância, usar para fornecer petróleo aos EUA. Quatorze desses projetos serão concedidos pelo governo venezuelano, disseram as autoridades.
Cinco dos 14 contratos foram operados por empresas chinesas sob um modelo promovido pelo ditador Nicolás Maduro. Um deles era anteriormente operado por uma empresa russa, afirmaram.
Dois dos projetos foram operados pela China Concord Resources, sancionada pelos EUA em 2019 por atividades relacionadas ao Irã. Outro projeto foi operado pela Sinopec e outro pela China National Petroleum Corp, afirmaram as fontes, recusando-se a identificar a quinta empresa chinesa.
Segundo uma das pessoas, os EUA não estão abrindo novas oportunidades para o governo americano e as empresas americanas, mas abrindo o país como mercado para o petróleo que antes era enviado à China.
Outros dois projetos eram operados por afiliados de Alex Saab, um antigo colaborador próximo de Maduro. Outro campo petrolífero foi ligado a um sobrinho da esposa de Maduro, Cilia Flores, acrescentaram.
As autoridades disseram que as conversas entre as autoridades interinas da Venezuela e representantes da Assembleia Nacional de 2015 visam restaurar um mínimo de ordem constitucional e abordar questões legais relacionadas à transição do país.
O governo Trump considera a assembleia de 2015 como o último órgão legislativo venezuelano eleito e em funcionamento sob a Constituição do país, embora não possua poder governamental formal.
Um funcionário afirmou que chegar a um acordo com a assembleia de 2015 poderia fornecer uma base constitucional e legal para uma transição mais ampla, incluindo decisões econômicas como a revitalização da indústria petrolífera da Venezuela.
Em números
- Na semana passada, Trump anunciou que os EUA garantiram acesso a cerca de 64 bilhões de barris das reservas comprovadas de petróleo da