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Inteligência Artificial Revisado por ULTRA AI

IA cria ataque que pode hackear celulares sem nenhum clique

Pesquisadores criam ataque com IA capaz de invadir celulares sem clique e se espalhar rapidamente entre contas e contatos.

3 min de leitura
IA cria ataque que pode hackear celulares sem nenhum clique

Pesquisadores da empresa de segurança Calif criaram, com ajuda de inteligência artificial, uma ferramenta capaz de invadir celulares sem que a vítima clique em links ou arquivos.

  • Não exigia cliques em links ou arquivos.
  • Podia passar automaticamente entre contas.
  • Explorava uma vulnerabilidade desconhecida pelo fornecedor.
  • Poderia comprometer completamente o telefone.
  • Tinha potencial de propagação exponencial.
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O sistema foi desenvolvido em pouco mais de uma semana.

A ameaça usa uma técnica conhecida como zero-click. Diferentemente do phishing, que depende da abertura de um link ou arquivo, o ataque não exige esse tipo de interação.

Segundo a Calif, atender uma chamada ou simplesmente deixá-la tocar poderia permitir a infiltração. Para impedir o ataque, seria necessário recusar a ligação segundos depois do primeiro toque.

Após assumir a conta, o invasor poderia ler e enviar mensagens, fazer chamadas e controlar o perfil. Em determinadas condições, o acesso também poderia levar ao comprometimento completo do telefone.

O worm explorava a maneira como o aplicativo concedia privilégios adicionais a números salvos como amigos. Depois que um contato era comprometido, essa relação de confiança ajudava a ameaça a alcançar outros números da agenda.

O ataque reunia características que favoreciam uma rápida propagação.

Vinh Nguyen, ex-cientista-chefe de dados da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), classificou o worm entre os ataques mais preocupantes que já analisou.

Segundo ele, “centenas de milhões de dispositivos” poderiam ser alcançados em poucas horas.

A Calif afirmou ter combinado modelos de IA de código aberto com sistemas avançados desenvolvidos nos Estados Unidos. A empresa não revelou quais modelos foram utilizados.

O caso chama atenção pela velocidade com que a tecnologia pode ajudar a encontrar e explorar falhas. Ainda assim, a IA não fez todo o trabalho sozinha: os pesquisadores combinaram os recursos dos modelos com experiência humana.

A vulnerabilidade foi corrigida depois que a Calif entrou em contato com a empresa responsável pelo aplicativo afetado. A companhia afirmou não ter motivos para acreditar que a falha tivesse comprometido a segurança ou afetado usuários.

Também informou que nenhuma atualização do aplicativo era necessária.

Thai Duong, CEO da Calif, explicou que foi necessário acompanhar o processo para transformar a vulnerabilidade em um worm. O episódio mostra como a combinação entre IA e conhecimento especializado pode acelerar a transformação de uma falha de segurança em uma ameaça de grande alcance.

Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

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Fontes consultadas

  • Olhar Digitallink