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Esportes Revisado por ULTRA AI

Morre aos 93 anos Claudio Carsughi, figura marcante do jornalismo esportivo

Italiano chegou jovem a São Paulo e se tornou voz importante na cobertura da F1 e do futebol

3 min de leitura
Esportes — imagem padrão

Morreu aos 93 anos o italiano Claudio Carsughi, figura marcante do jornalismo esportivo brasileiro, de carreira destacada em diversos veículos, sobretudo no rádio com sua cobertura da Fórmula 1.

De acordo com sua filha Claudia, ele não resistiu a uma infecção respiratória que o manteve internado por 27 dias.

Nascido em Arezzo, em 1932, Carsughi chegou ao Brasil em 1946, pouco depois da Segunda Guerra Mundial. Após breve período com a família no Rio de Janeiro, estabeleceu-se em São Paulo, onde ainda adolescente passou a contribuir com o jornal italiano Corriere dello Sport, o início de uma produtiva trajetória.

Formado em engenharia civil, acabou se entregando de vez à profissão que experimentara na juventude. Teve trabalhos na Rádio Cultura, de Poços de Caldas, em Minas Gerais, e chegou em 1957 à Rádio Panamericana, que se tornaria a Jovem Pan, onde passou boa parte de sua vida, falando de futebol e de automobilismo.

Claudio acompanhou de perto cinco edições da Copa do Mundo, de 1970 a 1986. Passou também por outras rádios, Bandeirantes e Record, e colaborou com diversos veículos impressos, como A Gazeta Esportiva, Jornal da Tarde, Placar e Quatro Rodas.

Na televisão, atuou na ESPN Brasil e no SporTV.

Foi no Brasil que constituiu sua família, seus amigos e toda a sua história profissional. Foi marido, pai, avô, bisavô, jornalista, engenheiro, comentarista, editor, correspondente e acima de tudo, um homem profundamente correto.

E é essa retidão de caráter que fica como um dos maiores ensinamentos que nos deixou", publicou Claudia.

Outro grande ensinamento que me passou foi o de ser extremamente objetivo", acrescentou a filha, observando um traço que marcou a atuação do pai no jornalismo. "Em poucas palavras sempre disse tudo o que pensava, e essa característica, do meu ponto de vista, foi o que mais marcou sua carreira e seu sucesso.

Carsughi usou por 25 anos seu conhecimento técnico para falar de carros na revista Quatro Rodas. E foi também no automobilismo que marcou sua voz na Jovem Pan, sua casa por mais de seis décadas, embora não tenha se limitado aos motores.

O menino que iniciou sua trajetória falando ao público italiano do futebol brasileiro passou a comentar o futebol italiano para o público brasileiro.

Cada zebra, na voz de Claudio, com um sotaque toscano do qual nunca quis se livrar, era "uma clamorosa surpresa". Era viúvo de Hilda, que morreu em 2009. Deixa dois filhos, Claudia e Odoardo, e memórias para quem se acostumou a ler textos como aquele sobre o lançamento do Gol, da Volkswagen, ou ouvir seus comentários sobre a Fiorentina.

Meu pai sempre foi muito mais do que aquilo que aparecia diante de um microfone ou nas páginas de uma revista", escreveu Claudia, em texto intitulado "Ao Mestre Carsughi, com carinho.

Era um italiano na sua essência, mas que cultivou um grande amor pelo país estrangeiro mais amado por ele, o Brasil.

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Fontes consultadas

  • Folha Esportelink

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