Jogadores profissionais de futebol da Coreia do Sul pediram medidas de proteção mais rigorosas contra o calor extremo depois que uma pesquisa da KPFA (Associação de Jogadores Profissionais de Futebol da Coreia) mostrou que muitos atletas sofreram desidratação, tontura e lapsos temporários de consciência durante competições.
O levantamento constatou que 86,2% dos entrevistados sofreram desgaste físico significativo ao jogar sob calor intenso. Foram ouvidos 536 atletas da K League e da WK League durante um verão em que as temperaturas nos gramados superaram 40 graus Celsius.
Quase dois terços (64,7%) relataram tontura durante partidas ou treinos, enquanto 56,6% sofreram desidratação grave e 13% tiveram lapsos de consciência.
O fato de mais de 70 jogadores terem sofrido tontura, desidratação e até perda temporária de consciência é um claro sinal de alerta", afirmou em comunicado o presidente da KPFA, Lee Keun-ho, ex-jogador da seleção nacional.
O sindicato pediu à KFA (Associação de Futebol da Coreia), à K League e à WK League que adotem protocolos obrigatórios para situações de calor, afirmando que as medidas atuais não protegem suficientemente os jogadores.
A Reuters procurou a KFA para comentar o assunto.
Quase metade dos entrevistados afirmou estar insatisfeita com o atual sistema de pausas para hidratação e resfriamento, que normalmente concede aos jogadores um intervalo de pouco mais de três minutos quando a temperatura atinge um limite determinado.
Quase 90% apoiaram mudanças na realização das partidas durante períodos de calor extremo. Mais da metade defendeu horários de início mais tardios, enquanto outros apoiaram o adiamento ou cancelamento de jogos quando houver alertas de calor em vigor.
O sindicato afirmou que as jogadoras frequentemente enfrentam desafios adicionais, com algumas partidas marcadas para o período mais quente do dia, em gramados artificiais e em locais sem vestiários climatizados adequadamente.
Jogar sob o sol escaldante em um gramado artificial que retém e irradia calor é, em essência, obrigar os atletas a entrar em uma fornalha", afirmou Ji So-yun, presidente da ala feminina da KPFA.
Assim como o beisebol profissional cancela preventivamente jogos por causa do calor, o futebol precisa parar de seguir mecanicamente um calendário rígido e, de fato, priorizar a saúde e a segurança dos jogadores.
A KPFA afirmou que as conclusões também devem estimular uma discussão mais ampla sobre o calendário do futebol sul-coreano, com alguns jogadores apoiando a mudança para uma temporada entre o outono e a primavera.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Esporte, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.