Como empreendedoras transformaram o aluguel de roupas em negócios lucrativos.
Comprar uma roupa para usar poucas vezes — ou apenas durante uma fase específica da vida — nem sempre faz sentido para o bolso.
Foi justamente dessa percepção que três empreendedoras, em diferentes regiões do país, criaram negócios baseados na moda circular, transformando o aluguel de roupas em uma oportunidade de empreender.
Em comum, elas enxergaram nichos pouco explorados e criaram modelos de negócio voltados para necessidades específicas: enxovais para bebês, vestidos de festa e roupas de inverno.
A proposta une economia para os consumidores, reaproveitamento das peças e geração de receita.
Em São Paulo, Larissa Saghi decidiu criar um serviço de aluguel de roupas para bebês depois de perceber que muitas peças infantis são usadas por pouco tempo, já que as crianças crescem rapidamente.
O negócio funciona por assinatura: a cliente recebe um kit com 16 peças e, conforme o bebê cresce, as roupas são substituídas por tamanhos maiores.
Eu envio o kit para essa mãe. Quando ficar pequeno, ela me sinaliza e nós trocamos o kit por um tamanho maior", explica a empreendedora.
Para a cliente Suellen Cunha, mãe da pequena Maitê, o serviço trouxe economia. "Me ajudou bastante", resume.
Plataforma conecta quem quer alugar e quem quer lucrar.
Em Curitiba, Julia Artiolli e Gabrielle transformaram um negócio tradicional de aluguel de vestidos em uma plataforma digital que conecta pessoas interessadas em disponibilizar roupas de festa paradas no guarda-roupa para outras consumidoras.
O modelo funciona como um marketplace entre pessoas físicas. As proprietárias cadastram as peças, que passam por uma curadoria antes de serem disponibilizadas para aluguel.
Toda a operação é online, incluindo a logística de entrega para diferentes estados do país.
As mulheres não só queriam alugar peças legais e diferentes, como também tinham roupas paradas no armário e queriam colocá-las à disposição de outras meninas", afirma Julia Artiolli.
Já em Recife, Cíntia Sales encontrou uma oportunidade em uma dificuldade vivida por amigos e familiares que viajavam para destinos frios.
Após morar quatro anos na França, ela percebeu que quem vive no Nordeste muitas vezes precisa comprar roupas pesadas para usar apenas durante uma viagem.
Quando fui pesquisar se tinha esse tipo de serviço aqui que oferecesse locação de roupas de inverno, fiquei surpresa de não ter", conta Cíntia Sales.
Embora atendam públicos diferentes, os três negócios têm uma característica em comum: mostram como a economia circular pode ir além do aspecto ambiental e se tornar um modelo de negócio rentável, prolongando a vida útil das roupas e oferecendo uma alternativa mais econômica para os consumidores.
Em números
- De casacos a enxovais: empreendedoras apostam em aluguel de roupas e faturam até R$ 100 mil por mês
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Empreendedorismo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.