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Eleições 2026 Revisado por ULTRA AI

'Se o que se pensa fosse crime, a maioria das pessoas teria de ser detida', diz Zema sobre condenados por

Em entrevista, o candidato do partido Novo à Presidência defendeu privatizações, corte de juros e reforma da Previdência, comentou sobre mensagens com plano de

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'Se o que se pensa fosse crime, a maioria das pessoas teria de ser detida', diz Zema sobre condenados por

Uma coisa é executar, outra coisa é idealizar, às vezes é pensar sobre algo", afirmou Zema, ao ser questionado sobre o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que a preparação premeditada de um crime pode ser julgada com a mesma gravidade de um crime consumado.

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Segundo o candidato, mensagens que indicariam plano de atentado contra o presidente Lula (PT), o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e ministros da Corte "servem como um alerta", mas não seriam suficientes para caracterizar crime, já que não teriam sido levadas adiante.

Me parece que há aí um excesso. Para mim vale o que aconteceu e não aquilo que talvez se idealizou, se pensou. Porque, se for para ser crime o que se pensa, eu acho que a maioria das pessoas teria de ser detida.

Se um dia inventarem uma máquina de ler pensamentos, tem muita gente que em determinados momentos de raiva de alteração, vai querer agredir outro", comenta.

8 de janeiro, três anos: relembre quem já cumpre pena e quem foi condenado por trama golpistaTrama golpista: veja como PGR relaciona atuação da organização criminosa aos atos de 8 de janeiro.

Zema recorreu ao instituto penal da atenuante por "violenta emoção" para sustentar que planejar algo em um momento de descontrole é diferente de executá-lo. O candidato também questionou a isenção do STF para julgar o caso, citando a presença de ex-advogados e ex-ministros supostamente ligados ao PT na composição da Corte, além do envolvimento de ministros, na visão dele, no escândalo do Banco Master.

Além de ministros indicados por Lula, o tribunal teve juízes indicados pelos ex-ministros Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Michel Temer (MDB), Jair Bolsonaro (PL) e Dilma Rousseff (PT).

Sobre os atos de 8 de janeiro, Zema os classificou como "baderna" e vandalismo passíveis de punição, mas negou que as ações tenham configurado tentativa de golpe de Estado.

Segundo ele, uma tentativa de golpe historicamente envolveria "violência de forças, disparos e sangue.

Vou dar o indulto ao Bolsonaro sim, darei um indulto a ele e quero que os julgamentos feitos que, na minha opinião, tiveram caráter político, sejam todos refeitos com mais isenção.

Nós temos um Supremo hoje que está lá muito mais para perseguir opositores do que para julgar", aponta.

Na economia, classificou os juros altos como "um tumor do tamanho de uma melancia" e prometeu, como prioridade de um eventual governo, corte de despesas, reforma administrativa e uma nova reforma da Previdência para reduzir a taxa de juros dos atuais patamares para cerca de 6% ao ano.

Uma nova reforma previdenciária vai ser necessária. Nós estamos vivendo mais. Eu acho que nós temos de agradecer a Deus, e vamos ter de contribuir alguns meses a mais.

É uma reforma impopular, mas não adianta ficar escondendo aqui não. Quem está falando que vai chegar e só fazer coisas boas está enganando o povo e eu não estou aqui para enganar", disse o ex-governador.

Questionado sobre o desempenho dele nas pesquisas eleitorais, Zema minimizou o resultado, argumentando que o eleitor "ainda não está no modo eleição" e que cenários costumam mudar nas últimas semanas de campanha, como ocorreu, segundo ele, em 2018.

O candidato aparece com 2% das intenções de voto na pesquisa Quaest publicada em 5 de agosto.

Zema foi questionado sobre a possibilidade de desistir da disputa presidencial para concorrer ao Senado. Descartou a hipótese e disse não ter votação para trabalhar no Legislativo.

Gestão em Minas Gerais e privatizações.

Questionado sobre a venda de 118 estatais mineiras, afirmou pretender promover privatizações também na esfera federal, caso eleito presidente, mas fez questão de separar esse plano de áreas como educação, saúde e segurança pública, que classificou como "função do Estado.

Sobre a tragédia da barragem de Brumadinho, ocorrida em 2019, Zema detalhou mudanças na legislação sobre segurança de barragens e o uso de multas bilionárias aplicadas à mineradora responsável em obras de infraestrutura para Minas e Espírito Santo.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Política, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Políticalink